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23 junho 2012

You Make Me Love You - Capítulo 78 (final)

Não me deixe ir...

                                   Música do capítulo: Don't Forget - Demi Lovato 

Belieber's POV


   Nós estávamos indo para o aeroporto em dois carros. Eu estava com a Manu, Chaz e Justin, enquanto Ryan, Chris e Caitlin seguiam logo atrás de nós.
       O clima dentro do nosso veículo não estava nem um pouco agradável. Eu estava no banco traseiro, ao lado de Chaz, enquanto Justin apertava o volante com força, não parecendo nem um pouco feliz com toda aquela situação e, ao seu lado, Manuela teclava algo em seu celular. Bastou apenas alguns segundos, até eu ouvi o som do meu celular indicando uma nova mensagem, onde se lia:
   
     “Falei com o Ryan!
      Eu disse ‘não’ e ele ENTENDEU. E, como se não fosse o bastante, ele pediu desculpas por me colocar em uma situação como essa! Eu estou me sentindo uma monstra. Ele não merecia isso... Nunca me senti tão péssima!”

    Desliguei o celular e olhei para Manu. Ela estava me fitando com os olhos cheios de lágrimas, esperando por minha reação. Eu nem sabia o que dizer, apenas sentia um enorme arrependimento por ter filmado o vídeo dela para aquele concurso idiota. Mas como arrependimento não muda nada, apenas sussurrei um “sinto muito” para Manuela, que fingiu um meio sorriso, antes de dirigir sua atenção para o caminho por onde passávamos. Vê-la daquele jeito acabava comigo, assim aproximei-me de Chaz, que me abraçou de lado, enquanto eu tentava afastar toda aquela confusão da minha cabeça.
 
    O caminho até o aeroporto foi bastante demorado e eu quase achei que iria perder o vôo, quando nos deparamos com um engarrafamento. Mas, feliz ou infelizmente, não aconteceu e, logo estacionamos na porta do aeroporto.
 
    Estávamos tirando a bagagem do porta-malas, quando um grupo de fãs loucas veio falar com o Justin. Ele começou a tirar fotos com elas, com o maior sorriso no rosto. Ok, não era “aquele” sorriso sincero que fazia meu coração parar de bater, mas, de qualquer forma, ele estava sorrindo! Isso fazia com que eu me sentisse a pessoa mais idiota do mundo por estar ali, me despedaçando de dor.
 
   Assim que as beliebers se afastaram, nós seguimos para dentro do aeroporto. Seguimos o mesmo clichê de sempre: esperar, passar por processos chatos que só servem para irritar a todos e, esperar mais um pouco. Ok, isso tudo é bem irritante, mas quando o horário do meu vôo começou a se aproximar, preferi ficar ali esperando durante mais mil anos. Não queria ir embora!
 
   O lugar estava ficando um pouco mais movimentado, quando eu comecei a me despedir do pessoal. Comecei por Caitlin e Chris e os dei um abraço único, esmagando os dois, enquanto quase implorava para Caitlin cuidar dos meus dois bebês: Chris e Chaz. Ela riu após o meu pedido, mas concordou.
 
   Depois, segui para os braços de Ryan, onde uma coisa me surpreendeu. Eu tinha total certeza que com ele seria mais fácil, afinal, nós nem tínhamos nos aproximado muito durante todo esse tempo, mas não foi. Assim que o abracei, minha mente foi inundada por imagens bem “antigas”, da véspera de Natal, quando eu me diverti, arrumando a casa com ele. Tão bobo, tão meu e nem sabe...
  
   - Vou sentir sua falta, (Seu Nome)... – falou, querendo me fazer chorar, só pode.
   - Eu também... – suspirei, tentando não parecer dramática demais. - Ryan, só para você saber... A Manu te ama, ok?
   - Eu sei... – ele riu, enquanto se afastava um pouco.
 
   E antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, fui “gentilmente” puxada por um Chaz todo ogro. Ia reclamar, mas ele me abraçou de forma tão fofa, que a única coisa que consegui fazer foi chorar. Eu não podia acreditar que ia me afastar dele. Como esse ser irá sobreviver sem mim?
 
   - Vai me ligar? – perguntei, sorrindo.
   - Claro! – ele riu. – Você não irá se livrar de mim, tão cedo, ouviu?
   - Se você diz... Vou sentir sua falta, Chaz!
   - Eu também... Muito mais do que você possa imaginar!
 
   Chaz me abraçou mais forte e eu tentei fazer o mesmo, mas é difícil encontrar força, quando todos os seus ossos estão sendo triturados. Eu permaneci ali durante mais alguns segundos, molhando a camisa dele com as minhas lágrimas, quando Chaz suavemente se afastou de mim, sorrindo e, depois olhou sugestivamente para o lado.
 
   Dirigi meu olhar até na direção onde Chaz “apontara” e, percebi Justin olhando para mim. Sua expressão era triste, mas ele não parecia disposto a tomar alguma atitude...
  
   Andei, lentamente, até onde ele estava e nós ficamos nos encarando durante alguns minutos. Nenhum de nós disse nada, mas, do fundo do meu coração, eu esperava que ele me pedisse para ficar. Na verdade, se ele me dissesse QUALQUER COISA, eu ficaria. Não ligaria se a minha vida toda acontece no Brasil ou se minha mãe me mataria e viajaria até aqui para tentar me arrastar de volta para casa. NÃO ME IMPORTARIA, DE VERDADE! Se ele apenas dissesse meu nome agora, apenas isso, eu não entraria naquele avião...

  Mas não aconteceu! Ouvi a primeira chamada para o meu vôo, junto ao som do meu coração quebrando mais uma vez. Justin continuava me encarando e, apesar de parecer triste, ele não demonstrava que faria algo para mudar isso. E o pior é que eu não consigo nem odiá-lo por isso!

  - Então, tchau... – falei, tentando parecer fria, mas não tive muito sucesso.
  - Tchau...

  Justin respirou
fundo, antes de fitar o chão e, eu quase podia jurar que ele estava prestes a chorar... Mas não importava mais, já era a segunda vez que a voz irritante ecoava em todo o aeroporto, através do auto-falante, mandando os passageiros se prepararem para o embarque. Aparentemente, era tarde demais!

   Tudo o que passava pela minha cabeça era “não chore”, enquanto eu tirava aquele anel do meu dedo. Assim que Justin percebeu o que eu estava fazendo, me olhou como se aquela fosse uma das maiores decepções da vida dele. Ele hesitou, antes finalmente pegar a jóia de volta.
     Com os olhos cheios de lágrimas e me esforçando para não piscar e não deixar cair nenhuma, eu me afastei de Justin, andando na direção à plataforma na qual deveria estar o meu avião.
  
   Eu já estava um pouco distante deles, quando chamei por Manuela, que estava abraçada à Ryan. Ela precisou de mais alguns segundos, até parecer finalmente pronta para soltá-lo. Logo que ela se juntou à mim, nós acenamos pela última vez para todos, antes de seguimos o nosso caminho.
     Assim que entramos no avião e achamos os nosso lugares, Manuela perguntou se eu estava “bem”. Manu ainda parecia meio abalada com o que havia acontecido entre ela e Ryan e, seria injusto, preocupá-la com os meus problemas, por isso menti, embora não tenha tanta certeza de que ela realmente acreditara.
 
   Não demorou muito para a aeromoça informar que estávamos nos preparando para deixar a “terra firme”. Eu observei pela janela quando o avião começou a me afastar “daquela” realidade. Meu coração parecia que iria explodir dentro de mim. Respirei fundo, antes de em um sussurro – enquanto secava as últimas lágrimas -, lembrar a mim mesma:

   - Eu te amo, Justin...  
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------                           FIM DA 1° TEMPORADA!

  Ai, gente, que emoção! ksaopksapokspaskpakpsoas Eu nunca pensei que chegaria esse dia em que a primeira temporada da "You Make Me Love You" iria acabar e... SIM! Eu sei que todas vocês estão querendo me matar agora mesmo, mas... NÃO PODEM FAZER ISSO! Lá lá lá lá ksopakspaokskasaopskpakso Ou vocês ficarão sem segunda temporada :p ksaopkspoaksakksaopks Sim, eu sou má mesmo! (MENTIRA! Sou nada, sou muito legal! Eu me amo, ok? ksopakpsokaopsoas Não esto bem hoje, não. kkk)
 
  Enfim, mesninas, eu queria avisar que a segunda temporada só deve começar à partir da quarta-feira ou sexta da semana que vem :c Porque eu ainda não estou com NADA dessa temporada oganizado. Eu tenho as idéias, mas falta endireitar tudo, fazer um calendário do que vai acontecer (SIM, eu faço isso haha :p). Então, sim, vocês ficarão um tempo sem #IB, mas paciências... :)
 
  Ah, eu queria dedicar o capítulo especialmente para as leitoras que sofreram bullying da minah parte haha. Eu disse que talvez fosse postar ontem e não postei :c. Enfim, o capítulo é especialmente para elas (ÊÊ): @lovedrauhl, @s2_truebelieber, @Only_BieberBR, @JBdocinhodcoco, @BaconzitosBiebs, @Coke_DaDemi , @SwaggiieModeOn e também a uma belieber ninda que segue pelo Blogger, mas eu não sei o TT dela :c
  Enfim, é só isso, lindas. Eu espero que tenham gostado da 1ª temporada da "You Make Love You" e... Em breve, eu volto :)

(A imagem do post é da Paulii)

22 junho 2012

You Make Me Love You - Capítulo 77


Sabor de despedida...



Belieber's POV

 
Aquela manhã havia corrido melhor do que eu esperava, embora eu ainda tivesse que passar pelo Justin no corredor, guardas os últimos objetos utilizados na bolsa e consolar uma certa Caitlin toda triste em relação a minha “partida”. Ainda assim, eu não estava tão abalada com tudo isso, mas logo após o almoço, minha situação se complicou!
 
 
Eu estava subindo novamente para o meu quarto, após a refeição, pronta para curtir meu espaço, sozinha, quando meu celular tocou feito louco dentro do meu bolso. Pensei em ignorar a ligação, mas era da minha mãe e, bom, eu tenho muito amor a minha vida, então foi PRECISO atender...
  
   - Oi, mãe! – falei, tentando parecer animada.
   - Oi, querida! – é, ela, diferente de mim, parecia bem mais feliz. – Animada para voltar? É hoje, né?
 
   “Preferia que não fosse!”, pensei. Precisei de mais um segundo e um suspiro para segurar a vontade de chorar.
 
   - Claro que estou! – menti. – O meu vôo sai às 22h. Devo chegar aí amanhã de manhã. Vão me esperar no aeroporto?
   - Claro que sim! Eu estou com saudades, bebê!
   - É, eu também... Mãe, eu tenho que desligar agora, para arrumar as coisas ou então não tem como viajar, né? – tentei fingir que ria, sem sucesso.
   - Ok! Eu te amo, filha!
   - Eu também te amo! – sussurrei, antes de desligar.
 
    É, eu sei, não tinha NADA fora do lugar no meu quarto! Mas... Aquela conversa estava me matando. Cheia de amor e saudades! Era o que eu menos precisava ouvir agora. Ok, é óbvio que eu amo minha mãe, mas eu NÃO POSSO voltar para casa!
  
   
Eu estava esticando o cobertor em cima da cama, enquanto lutava contra a vontade de ficar ali deitada e chorar, quando senti me abraçarem por trás. Hesitei. Sabia que não era bem o abraço que eu queria e precisava, mas tinha vindo em boa hora...
  
     - Chaz... – sussurrei, enquanto me livrava dos seus braços e me virava de frente para ele.
 
     A expressão de Chaz não era muito melhor que a minha. Ele fingia um meio-sorriso muito falso, mas seus olhos não mentiam. Vê-lo assim, partia meu coração mais ainda (como se fosse possível...). Não resisti a abraçá-lo novamente. Ficamos assim durante algum tempo e eu percebi que já estava chorando. Rapidamente, esfreguei o rosto em sua camisa para secar as lágrimas e Chaz riu.

   - Então, você vai embora mesmo? – ele perguntou, se afastando só um pouquinho de mim, para olhar em meus olhos.
   - É o que parece... – tentei sorrir, sem sucesso.
   - E se eu pedir para você ficar? – ele pareceu esperançoso. – Você pode ficar comigo, eu te carregaria para todos os lugares que eu fosse... Menos no banheiro, porque, bom, é óbvio!
   - Chaz, você é um bobão, sabia? – ri. – Eu moro no Brasil, desde que eu nasci. Acha mesmo que eu posso largar tudo assim e ficar aqui?
   - Acho! – ele respondeu de imediato. – Não pode?
   - Não... Embora eu queira muito, eu tenho uma família!
   - Eu não quero perder você... – Chaz fez um biquinho, que fez com que eu me sentisse a maior monstra da face da Terra.
   - Você não vai me perder, ok? Ou você acha mesmo que eu vou deixar alguém te roubar de mim? Eu já te divido com a Caitlin e já é demais, ok? – sorri. – Me liga, Chaz, eu sempre vou estar do outro lado da linha, esperando para ouvir sua voz! Eu te amo, bobão.
   - Eu te amo muito mais, ok? – ele riu.
   - Ei, promete que não vou esquecer de mim?
   - Prometo! Eu não esqueceria de você, nem se quisesse...
 
    Chaz voltou a me abraçar e quase parecia que tudo estava bem novamente. O abraço dele era forte e eu sentia como se meus ossos estivessem prestes a ser esmagados, mas não me importava. Até que ouvi o toque do meu celular, novamente. Aff, esse treco não vai me deixar em paz o dia inteiro?
  
    - Bom, vou deixar você sozinha para atender, mas mais tarde, eu volto, hein? – Chaz riu, antes de se afastar.
  
    Assim que ele saiu do quarto, batendo a porta, peguei o celular, que sinalizava uma nova chamada do Lucas, o atendi sem pensar muito.
 
    - Fala, Luquinhas! – miei.
    -(Seu Nome), VOCÊ VOLTA AMANHÃ! – ele berrou, animado.
    - É... – concordei, enquanto tentava achar uma mísera gota de felicidade dentro de mim.
    - Por que eu sinto como se, para você, isso não fosse algo bom? – perguntou, aparentemente, confuso.
    - Não é nada! – menti. – Deve ser só impressão sua!
    - Não minta para mim, (Seu Nome)! – Lucas parecia impaciente. – Dá para perceber, pelo tom da sua voz, que você não está legal! Aliás, eu liguei para a Manu, antes de ligar para você e ela também não parecia bem. O que é isso? Uma epidemia de tristeza?
    - É só que... – respirei fundo. – Olha, eu te conto tudo amanhã, ok?
    - Tudo bem, então...
    - Vai me esperar no aeroporto?
    - E eu tenho escolha? – ele riu por alguns segundos.
    - Não! – falei, como se fosse óbvio. E era!
    - Ai, droga, tenho que desligar, bobona... Te vejo amanhã?
    - Provavelmente! - ri. 
   
- É bom mesmo, hein? Fica bem, pequena!
 
    E, logo em seguida, ele desligou. Conversar com o Lucas me deixava louca. O modo como ele percebia certas coisas me irritava. Mas, de qualquer modo, ele era o meu melhor amigo e o melhor do mundo!
 
   Infelizmente, à partir disso, as horas passaram depressa, enquanto eu permanecia agarrada ao ursinho que Justin me dera no Natal. E, quando percebi, já tinha que me arrumar para partir até o aeroporto. Embora não tivesse muita pressa para deixar tudo aquilo, acabei me arrumando mais rápido do que gostaria e, em poucos minutos, eu estava descendo com as minhas malas.

  No saguão, todos já estavam esperando por mim e por Manu, que desceu logo em seguida. Assim, Justin nos acompanhou até o balcão principal, acertou nossa conta e nós devolvemos as chaves dos quartos à recepcionista. E, finalmente, às 19h30, nós deixamos o hotel, partindo em direção à minha vida normal.

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Pam pam pam paaaam :)

  Então, é isso, people! :) Capítulo 77 e a #IB chegando em sua reta final. Eu vou TENTAR postar o último capítulo ainda hoje, mas não garanto. Para isso, eu preciso terminá-lo e também de um comentário para saber se alguém está on, lendo, né? Hahahaha, enfim, torçam para que eu consiga, por favor... :)
  Por enquanto, é só! :)

(A imagem do post é da Diana)           
 

21 junho 2012

You Make Me Love You - Capítulo 76

Incerteza



Justin's POV


 
Logo após um dos piores almoços da minha vida, retornei ao meu quarto, tentando não pensar no quanto aquilo havia sido péssimo. Estava tudo indo bem até o momento em que a (Seu Nome) chegou à mesa em que estávamos, junto a Manu. Ela estava perfeita, como sempre, mas não havia sorriso em seu rosto. Sua expressão era triste e eu não conseguia tirar meus olhos dela. Queria muito abraçá-la e dizer que estava tudo bem, mas não estava! Eu sabia o que ela havia feito e não podia aguentar a ideia de ser um brinquedinho tão substituível para ela. Argh! Isso está me matando!
 
   Eu estava deitado na minha cama, tentando usar a força da minha mente para morrer, quando Ryan entrou no meu quarto, sem ao menos bater na porta. Ele sentou-se na cama, bufando.
 
   - Então, o que aconteceu, cara? – perguntei.
   - Eu... – ele suspirou. – Eu já falei com a Manuela.
   - Sobre aquilo? – ok, fiquei surpreso.
   - É...
   - E o que ela disse?
   - Ela pediu um “tempo”... – Ryan não parecia crer nisso. – O problema é que nós não temos esse “tempo”! E, sinceramente, eu acho que ela vai dizer “não”...
   - Bom, talvez não seja tão ruim! – afirmei.
   - Como assim? – Ryan pareceu confuso.
   - Só estou falando que se for para ela dizer sim e depois te magoar como se você não tivesse importância nenhuma... É melhor escutar um não!
   - Você não está bem, não é, cara?
   - Não... – suspirei.
   - Há algo que eu possa fazer por você?
   - Depende! Você pode arranjar uma faca e acertar ela no meu peito, sete vezes?
 
   
Ryan respirou fundo, revirando os olhos, como se aquilo fosse absurdo demais e, em seguida um silêncio vazio tomou conta do quarto. Apesar da quietude, minha cabeça parecia que iria explodir. Nunca estivera tão confuso em toda a minha vida.
 
  
- Você acha que ela realmente vai embora amanhã? – perguntei.
   - Bom, ela não mora aqui! – Ryan apontou o óbvio – E o prazo do prêmio do seu concurso acaba amanhã. Então, ou você faz alguma coisa ou ela irá embora...
  - Argh! EU NÃO SEI O QUE FAZER! – berrei. – Eu a amo, mas, aparentemente, ela não levou à sério nada do que tivemos durante todo esse tempo!
  - Justin, você não acha que está sendo um tanto quanto precipitado?
  - Ah, você acha? – ironizei. – Você, por acaso, sabe do que ela me chamou ontem?
  - De quê? – perguntou, parecendo confuso.
  - De Justin Bieber. – tentei imitar o tom de voz usado pela minha (ex?) namorada. – Desse jeito mesmo! Ela poderia ter me chamado de qualquer coisa como babaca, canalha, idiota, mas NÃO! Ela preferiu me chamar de “Justin Bieber”, como se eu fosse apenas uma figura montada pela mídia. Como se o garoto que esteve com ela durante todo esse tempo, não fosse real.
   - Justin, eu... – Ryan tentou falar.
   - Quer saber? Deixa para lá... – interrompi. – Você poderia me deixar sozinho, um minuto?
   - Tudo bem! Só... Não faça nenhuma besteira, ok?
 
  
Assenti, antes de Ryan sair do quarto. Assim que a porta se fechou, me revirei na cama, sem a mínima paciência para existir. Parecia que tudo o que eu senti, após a primeira rejeição da (Seu Nome), havia voltado. Digamos que morrer seria mais divertido do que continuar sentindo isso.
 
  E, para piorar, notei aquela pulseira branca em meu pulso. Eu não a tirava de lá desde o dia em que ganhei. Olhar para aquilo me lembrou da primeira vez que eu vi a (Seu Nome) e da sua reação a mim. Parecia me odiar tanto e, ao mesmo tempo,era tão sincera comigo. Por que tudo tinha que estar desmoronando logo agora?
 
   Quando percebi, era tarde demais, já havia várias lágrimas em meu rosto. Detestava chorar, mas, aparentemente, era só o que me restava agora. E foi assim, tentando não pensar e em meio a lágrimas, eu adormeci.

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Capítulo 76 aí, divinhas lindas...
  Então... SE tudo der certo, eu postarei mais de um capítulo amanhã e encerrarei a primeira temporada da "You Make Me Love You"... Não garanto nada! Só torçam, ok? :)

 

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(A imagem do post é do Leonardo.)

20 junho 2012

You Make Me Love You - Capítulo 75


Despreparadas para um adeus...



Belieber's POV
   A primeira coisa que fiz pela manhã foi lavar o rosto e tentar convencer a mim mesma de que estava bem e de quem aquele sorriso no meu rosto era REALMENTE meu. Até parece...
 
  
Depois, fiz o que faço geralmente: tomar banho, me arrumar e descer para tomar café. E tudo parecia quase normal, até que eu, finalmente, cheguei ao restaurante do hotel e vi os seis sentados em uma das mesas. Ok, admito, eu nem prestei atenção nas outras pessoas, apenas no Justin, que de uma forma ou de outra se destacava ali, por ser o único que não interagia na conversa, apenas fitava o prato diante de si.
 
    Senti uma vontade de ir correndo abraçá-lo e pedir desculpas, mas... Eu iria me desculpar pelo quê? Eu não havia feito nada de errado. Tudo bem, eu estava beijando o ogro na festa, mas com certeza, não era por livre e espontânea vontade. Até porque se eu gostasse de homens com mais de dois metros – e braços que parecem até que vão explodir de tão fortes –, eu não estaria com magrelo do Justin. Ai, MEU magrelo, o que eu faço com você?
  
   Sem nenhuma vontade de me juntar a eles, pedi um pedaço de torta para comer no quarto e, logo, voltei para meu cômodo. Este estava vazio e frio demais, além de não ter muito que fazer lá. Assim, comi duas garfadas da torta e a deixei, para começar a arrumar algumas coisas, afinal, aparentemente, amanhã eu estarei indo embora daqui...
 
  
Lembrar disso acabou comigo e eu já estava prestes a começar a chorar, quando ouvi baterem na porta. Era Manu, que entrou rapidamente e sentou-se na minha cama, bancando a abusada. Ia reclamar, mas ela parecia tão mal quanto eu.
 
   - Está fazendo o quê? – perguntou, como se não fosse óbvio...
   - Arrumando as malas, oras!
   - Ah! – Manuela suspirou alto.
   - Não sei porquê você não quer voltar... – menti.
   - Bom, talvez porque EU não esteja irritadinha com o meu namorado... – apontou, sarcástica.

   
Houve um silêncio longo, enquanto uma enorme crise de raiva crescia dentro de mim. Eu não estava, de fato, irritada com o que Manuela falara, mas sim COMO ela falara. Aquele jeitinho irônico me lembrava da minha – nada divertida – discussão com Justin, o que me fazia ter vontade de fazer Manu engoli a roupa que eu segurava.
 
    - Desculpa! – pediu, parecendo se sentir culpada.
    - Tudo bem, não foi nada... – falei, enquanto ajeitava tudo na mala.
    - Eu não estou me desculpando apenas pelo que falei agora!
    - Ah, não? Está se desculpando por quê, então?
    - Por ter te arrastado nessa viagem louca...
 
    Ok, por essa eu não esperava! Isso só poderia significar uma coisa, a Manu estava realmente pior do que aparentava. Tomada pelo meu coração mole, sentei-me ao lado da minha melhor amiga e perguntei:
 
    
- E então, o que aconteceu?
     - Ryan...
     - O que ele fez?
     - Ele me pediu em namoro, na noite em que retornamos a Nova York... – ela suspirou, enquanto secava as poucas lágrimas que deslizavam por seu rosto. – E ele disse... Disse que me amava e que não se importava com o fato de eu morar à nem sei quanto quilômetros de distância dele. Disse que daria um jeito, mas...
    - Mas você não quer um relacionamento tão complicado, né? – completei.
 
   
Manuela assentiu, enquanto eu a abraçava. Sabia que Manu nunca fora o tipo de garota que sofria por amor. Ela já teve alguns namorados e todos os altos e baixos com eles foram os mais amigáveis possíveis, inclusive os términos. Então, era fácil de imaginar que aguentar algo assim era bastante difícil para ela.
 
    - E o que você disse a ele? – perguntei.
   - Disse para ele me dar um tempo para pensar, mas eu não sei o que fazer. Eu amo o Ryan e... Eu não quero magoá-lo, mas também não quero me magoar... –miou.
   - Olha, amiga, em relação a isso, eu não posso te dizer o que fazer, mas... Segue o seu coração e analise os prós e os contras. Qual o lado bom e o ruim de um relacionamento assim? Pense nisso e você saberá o que responder à ele.
 
  
Manuela sorriu sem muita vontade, respirou fundo e rapidamente secou as lágrimas. Permanecemos em silêncio durante um bom tempo até que a minha amiga resolveu interromper a quietude com a pior pergunta possível.
  
   - E quanto a você e o Justin?
   - Não existe mais “eu e Justin”! – afirmei, antes de me levantar e direcionar minha atenção ao que eu fazia anteriormente.
   - Sério mesmo? – ela pareceu um pouco mais surpresa do que eu esperava.
  - Acho que dessa vez,sim.
  - E você está legal com isso?
  - Não... Mas vou ficar! – suspirei, enquanto lembranças nem um pouco agradáveis invadiam minha mente. – Manu, você pode me deixar sozinha, um minuto? Eu... Preciso arrumar essa bagunça aqui!
  - Vou fingir que acredito que é só para isso que você quer ficar sozinha ,ok? – falou, enquanto se levantava da cama. – Vou sair, mas daqui a pouco, volto para te arrastar lá para baixo na hora do almoço, está bem?
 
  
Concordei, “rindo”, enquanto Manu caminhava até a porta. Ela parou, logo que encostou na maçaneta e, virando-se para mim, pediu:
 
  
- Fica bem, amiga...
   - Você também! – sorri.
 
  
Logo que Manuela saiu do quarto, me joguei na cama, obrigando-me a não pensar. Não pensar no Justin, nem que eu irei amanhã, nem que, provavelmente, eu nunca mais o verei de novo... E, principalmente, não pensar nessa lágrima idiota que acabou de cair do meu olho!

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Capítulo 75, divas!
  Nossa, OMB! Alguém me dá uma bóia? :c É muita lágrimas para pouca eu e a Juh aqui não sabe nada #rum :) Enfim, eu sei, eu sei... Triste, triste esses capítulos, né? Pois é...
  Mas, mesmo assim, eu espero que gostem, divas!
  Boooa noite!

(A imagem do post é da "Próximo da realidade"

You Make Me Love You - Capítulo 74

Fim?



Belieber's POV


 
O caminho de volta para casa foi um pouco complicado. Justin sentou-se na última fileira de assentos da limusine e fez subir a tela escura que divide as fileiras, impedindo que eu me comunicasse com ele. Obrigada, Justin! Como se eu já não estivesse péssima o suficiente...

  
Assim que o motorista estacionou o veículo em frente ao hotel em que estávamos, Justin foi o primeiro a sair, aparentemente com pressa. Manu me fitou durante um tempo, evidenciando o clima super tenso e, eu suspirei...

    -Ok, eu estou indo falar com ele...
  
   Saí do carro depressa e, corri até o hotel. Tentei não parecer irritada, enquanto andava pelo saguão lotado de funcionários até chegar ao elevador. Nós estávamos hospedados no último andar, que nunca parecera tão distante até agora.
 
   Logo que cheguei à porta do quarto do Justin, hesitei. Minhas opções se dividiam em bater na porta, entrar falando umas verdades ou permanecer ali fora, como a boa medrosa que sou. E estava pensando seriamente em ficar com a última com a última opção, quando a minha mão resolveu agir por vontade própria e girar a maçaneta.

   
A porta estava aberta e eu a empurrei, suavemente. Justin estava deitando na cama, virado para o outro lado e, assim, não me vira entrar. Caminhei sem fazer barulho até ficar mais próxima dele e, então, sussurrei:
 
   
- Justin...
    - Vai embora! – ele queria parecer com raiva, mas a voz dele falhou e, eu percebi que ele estava chorando. – Por favor...
    - Justin, só me ouve... – pedi.
    - Ouvir o quê? – ele finalmente sentou-se na cama, virando-se para mim, enquanto limpava as lágrimas bruscamente. – Sobre quanto o seu amigo lá beija bem? Ok, (Seu Nome), me conte, eu estou muuito interessado!
   - Você está sendo muito infantil, sabia? – tentei não gritar, enquanto minha vontade de chorar se misturava com raiva. – Está agindo como se não estivesse ouvido uma palavra do que a Ashley disse. Aquele sujeito nem era para ele estar, ele podia ser qualquer um, até um maníaco do parque, ok? Então, dá para você entender que EU NÃO QUERIA BEIJÁ-LO! Ele que me “atacou”...
   - Ah, claro! – o modo sarcástico dele falar estava me enlouquecendo. – Eu pude ver como você estava lutando bravamente para escapar das garras do “maníaco”...
   - Ok, eu não estava! Mas ele era muito forte e eu estava com medo!
   - E aposto que você se sentiu muito mais segura, colocando a língua na boca do seu amiguinho, né?
   - ARGH, COMO VOCÊ PODE SER TÃO SURDO E TÃO CEGO? – berrei, enquanto secava as lágrimas que começavam a cair. – Eu estou tentando te explicar o que aconteceu há um bom tempo e você faz questão de não ligar para nada. Será que você poderia acreditar em mim, durante um minuto da sua vida?
   - Do mesmo jeito que você acreditou em mim, quando eu te expliquei que uma belieber havia me beijado?
 
    Ok, fiquei perplexa. Eu não podia acreditar que ele havia acabado de dizer isso. Será que se eu acertá-lo com uma faca agora mesmo, conseguiria sair dessa confusão sem ser presa?

    - Não acredito nisso! – suspirei, tentando recuperar a calma. – Você está usando isso para punir por algo que aconteceu há dias atrás? Quer dizer que nada do que eu disser agora, irá importar, porque você está determinado a me dar o troco pela última vez... Sério mesmo?
     - Fala sério! – ele bufou. – Você está mesmo querendo me fazer sentir culpado por algo que eu NÃO fiz, só porque não consegue se explicar? Você está errada e sabe disso...
     - Ok, então, Justin! – sim, eu já estava sem nenhuma paciência. – Você está certo! Aliás, quando você não está certo, mesmo? Você é Justin Bieber, o astro pop, dono da razão! Quer saber? Eu nem vou mais te incomodar, oh, grande estrela da música! BOA NOITE!
 
     Assim, me virei, preste as sair, desprovida da mesma paciência e calma com que entrara no quarto. E quando estava abrindo a porta, pronta para sair, tive que ouvir mais essa:
 
    - Não acredito que você teve aquele trabalho de fazer um piquenique para “consertar” as coisas, se no final, era só brincar comigo que você queria... Se você queria acabar com, como você disse, "a grande estrela da música", aquele seu “não” inicial era suficiente, não precisava disso tudo!
    - É? – perguntei, sarcástica. – E eu não acredito que depois de todo esse tempo, você tem a “coragem” de pensar isso sobre mim... Obrigada, hein?
 
   
E, então, eu saí, correndo para o meu quarto. Depois disso, eu nem lembro o que aconteceu. Não lembro se dormir, se chorei, se gritei, se anotei qualquer coisa no meu “diário”, não sei... Só sei que doía. Uma dor misturava com arrependimento, que me rasgava por dentro e fazia com que eu preferisse ser atingida por trinta balas de fuzil do que continuar respirando...         

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Param Pam Pam! u.u
  Capítulo 74 em clima de barraco aí, meu povo! :)
  Enfim, espero que gostem, desculpem a demora para postar e... Só! :)
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(A imagem do post é da
Jule)