22 agosto 2012

2. You Make Me Love You - Capítulo 34


Oficialmente, Brasil!



  
Justin’s POV

   Eram quase cinco horas da tarde, eu já havia acabado de arrumar as malas fazia um bom tempo e, estava na esperança de que (Seu Nome) voltasse, antes que eu tivesse finalmente que ir me encontrar com o pessoal no aeroporto, mas isso parecia, cada vez mais, que não iria acontecer.
   
    Pensar no modo como ela saíra pela porta, quase sendo escoltada por seus pais não me tranquilizava muito. Eu não sabia muito sobre eles, mas o modo como o pai dela me olhou foi o suficiente para eu perceber que não era um de seus favoritos.

     Manuela estava ao meu lado com uma bandeja de brigadeiro, tentando me convencer de que logo, logo (Seu Nome) estaria aqui. Mas eu não tinha tanta certeza e, como se não bastasse, precisava de uma resposta. Um “sim”, para ser mais exato. Não que eu esperasse que ela fosse ficar muito animada com a minha proposta, mas ainda assim, se eu obtivesse uma resposta positiva, teria certeza que poderia passar pelo menos mais um tempo com a minha princesa.

    Estava quase rezando para que ela entrasse por aquela porta a qualquer minuto ou atendesse minhas ligações, quando recebi uma mensagem no meu celular. Meu coração quase saiu pela boca, afinal, só poderia ser ela, mas... Não era. Era apenas Scooter me informando que eu já deveria estar a caminho.

     Nesse momento, notei que realmente não dava mais e, me preparei para ir embora. Ryan estava bem ao meu lado e, se prontificou em pegar suas malas, primeiro. Fiz o mesmo, enquanto ia me despedir de Manuela.  

     - Vai ser muito estranho sem você aqui, sabia? – ela sorriu de uma forma tão fofa que quase me deu vontade de ficar mais um pouco.
     - Não vai! – a contrariei, rindo. – Afinal, eu sempre vou estar perto de você... De uma forma ou de outra.
     - Por favor, não fale essas coisas que me farão te agarrar e não deixar você ir embora, ok?
     - Só estou dizendo a verdade... – constatei. – E então, te vejo no show de domingo?
     - Claro que não! Você me verá antes disso... Um pouco depois da sua chegada oficial, irei para o aeroporto!
     - Sério?
     - Claro! Afinal, você vai no carro dos meus pais e ele não vai voltar para a minha casa sozinho, né?
     - Obrigado, Manuela! Senti o seu amor por mim... – falei, com um pingo de ironia.
     - Eu estou brincando! – riu Manu. – Eu te ligo, ok?
     - Claro!
         Assim que eu terminei de falar, Manuela pulou nos meus braços, me dando um abraço meio exagerado. Havia um sorriso enorme no seu rosto e, por um curto segundo, desejei saber o que estava passando por sua cabeça ou o que ela estava sentindo. Eu costumava me pegar pensando nisso, quando passava um tempo com uma belieber

    Logo que nos afastamos, percebi de imediato Ryan olhando para sua namorada, com uma expressão ansiosa. Aparentemente, ele não estava muito feliz em deixar a casa, tanto quanto eu. Ainda assim, isso não era o que mais me incomodara no momento, mas sim a ausência "dela".

    - Ryan, você tem cinco minutos! – lembrei, enquanto endireitava minha roupa, pronto para ir à garagem.

    Peguei as chaves do carro em cima da mesinha de sala e acabei me atrapalhando com as malas. Já estava me dirigindo a saída, quando me virei para dar um último aceno para Lucas, sentado no sofá. Nós não éramos cínicos o suficiente para mentir que sentiríamos saudades, porque não sentiríamos. Mesmo que não brigássemos fisicamente agora, ainda assim eu sentia como se estivesse competindo com ele por algo. E, para falar a verdade, eu tinha receio do que poderia ser esse “algo”.

     Já estava prestes a tocar a maçaneta, quando a campainha tocou. Hesitei e houve uma curta troca de olhares curiosos na sala. Manuela rapidamente caminhou até a porta, me empurrando.

     - Vão para a cozinha... – pediu. – Eu mando quem quer que seja embora. Chega de confusão por hoje!

    Fiz o que ela pediu, mas não conseguir resistir à ideia de espiar quem quer que fosse. Foi quando eu vi a cena mais estranha e, ao mesmo tempo, engraçada, até então. Manuela abriu a porta devagar e, antes que pudesse fazer qualquer coisa, uma menina muito histérica pulou em cima dela...

    É, era a (Seu Nome).

    - Ei, espera! Você não é o Justin... – constatou minha “inteligente” namorada.
    - Jura, (Seu Nome)? – ironizou Manu. – Obrigada por me avisar, amiga...
    - Deixa de ser idiota... Ele já foi?

    Assim, ignorei minha vontade de rir e saí da cozinha, com os braços abertos, convidando-a a me abraçar. Ela fez exatamente isso, correndo e se jogando em cima de mim. (Seu Nome) estava, aparentemente, muito feliz, embora eu não entendesse o porquê. Eu estava indo embora... Ela podia ao menos fingir que estava chateada por isso!
          
    - O que aconteceu? – perguntei, enquanto a abraçava mais forte.
    - Nada! – suspirou. – Só achei que não fosse conseguir chegar a tempo de falar com você, antes de ir para o hotel...
     - É, eu também! Te liguei milhares de vezes e você não atendeu nenhuma... Sabe que eu precisava falar com você, não é?
     - Eu sei, eu deixei meu celular em casa, enquanto estava vindo para cá. Mas eu pensei no assunto e... Eu vou, se você prometer que estará do meu lado, me ajudando!
     - Sério? Você está realmente dizendo isso? Não é óbvio?

     Felizmente, depois disso, não precisei dizer mais nada. (Seu Nome) apenas sorriu para mim, antes de, rapidamente, colar seus lábios nos meus. Sem me afetar pela surpresa, firmei as mãos em sua cintura, pressionando seu corpo contra o meu. Já estava me sentindo fraco, o beijo dela tem, definitivamente, algo que mexe com todos os meus sentidos e, particularmente, adoro isso.

      - Justin, sinto informar, mas os cinco minutos acabaram. Vamos embora, pervertido! – gritou Ryan, aparentemente, muito desocupado.

     (Seu Nome) se afastou de mim, apenas para se virar e encarar Ryan com sua expressão sarcástica de desgosto. Eu riria se não tivesse fazendo a mesma coisa.

      - Não me olhem assim! – começou ele, fingindo-se de coitado. – Eu não sou o astro pop, que tem que estar em poucos minutos em um aeroporto, que provavelmente já está lotado de fãs, ok?
      - Odeio quanto ele tem razão! – sussurrei no ouvido da minha princesa. – Então, parece que eu tenho mesmo que ir... Não consigo achar a minha vontade de ter que me afastar de você, agora!
       - Você não precisa... – (Seu Nome) sorriu como soubesse de algo que estava além do meu conhecimento. – Eu não vim até aqui, andando! Minha mãe está aí fora esperando por mim, com o carro estacionado. Se quiser uma carona, é melhor se apressar...
      - Uma carona? Com a sua mãe? – perguntei, pausadamente, me sentindo ligeiramente assustado.
      - Qual é, Justin? Ela não vai te devorar... Se fosse o meu pai, aí sim, você deveria ficar com medo... Mas não nesse caso! Então, vai querer ou não?
      - Por quê não? – dei de ombros, suspirando. – Então, vamos, Ryan! Tchau, pessoal! Vejo vocês no domingo.

      (Seu Nome) me puxou até a porta, enquanto eu acenava para Manuela, que estava bem atrás de mim, andando abraçada com Ryan. Os dois ficaram enrolando um pouco mais em frente à porta, enquanto caminhávamos até o carro.

      Assim que entramos no veículo, logo após colocar as malas no porta-malas, tentei cumprimentar a minha sogra com um “oi”, mas me enrolei até nisso. Aparentemente, eu não sirvo mesmo para português, mas isso não pareceu tê-la incomodado, já que sorriu, simpática, para mim.
   
      Poucos minutos depois, Ryan finalmente, entrou no carro. Desajeitado, aparentemente com presa e com uma leve marca de batom rosa. Ele tentou, sem sucesso, formular uma frase gentil para dizer à mãe de (Seu Nome), mas só disse algumas palavras desordenadas, enquanto arfava, sem fôlego.

      Observei, enquanto (Seu Nome) indicava o destino para sua mãe e, nós começávamos, então, a nos afastar do nosso “esconderijo” por algumas semanas. Isso só fez pensar que ainda havia chances daquilo não dá certo, mas essa sensação pessimista passou, assim que a perfeita garota sentada ao meu lado, apertou minha mão e sorriu para mim. Estar com ela me confortava como nenhuma outra coisa, sempre fazia parecer que tudo era perfeitamente certo.

      Assim, mais calmo, enquanto passara a viagem toda apenas a observando, mal percebi que já estávamos nos aproximando do aeroporto. Minha ficha só caiu, quando (Seu Nome) se inclinou para frente, dando algumas informações de onde deveríamos estacionar, para sua mãe.

     Quando, finalmente, paramos a alguns poucos metros da única saída que não estava completamente lotada de adolescentes, hesitei. Obviamente, eu queria ver minhas beliebers e me encontrar com toda a equipe, mas também queria poder levar (Seu Nome) comigo, no meio disso tudo.

      - Então, acho melhor você ser rápido também! – ela riu, enquanto Ryan saia do carro, para abrir o porta-malas. – Scooter ainda não te ligou para te matar?
      - Não, mas é só uma questão de segundos para isso... – sorri. – Então, acho que te vejo amanhã, não é?
      - É...
      - Eu devo te ligar bem cedo, tudo bem? Temos que trabalhar muito. Só durma bem, ok? Se quiser uma dica, sonhar comigo, ajuda!

      Já estava me inclinando para beijá-la, quando me dei conta que minha provável receosa sogra ainda estava no banco da frente e, então, apenas deixei que meus lábios pairassem na bochecha de (Seu Nome), embora estivesse levemente frustrado por isso.

     - Hã... Obrigado por nos trazer aqui, senhora! – agradeci, por fim, enquanto abria a porta do carro.
     - Não precisa agradecer, Justin! – interrompeu (Seu Nome) – Se quer deixar minha mãe satisfeita, só faça um favor a mim e tente sair do aeroporto com as peças de roupas inteiras. Eu sei que elas te amam e estão animadas, mas tente, ok? Aposto que minha mãe ficará muito feliz por perceber que você é um garoto decente!
     - Ok, (Seu Nome)! E, como o “garoto decente” que sou, vou fingir que isso tem alguma coisa a ver com a sua mãe, ok, ciumenta? – sorri, saindo finalmente do carro. – Eu te amo! Não se esqueça disso.

     Assim, peguei minhas malas que Ryan já havia tirado do compartimento do veículo e acenei para as duas pela janela, antes de correr em direção ao aeroporto.

     O que aconteceu em seguida foi uma das coisas mais loucas que eu já fiz na vida. Eu e Ryan andávamos como dois idiotas, tentando não ser notados, até uma porta dos fundos do aeroporto. Como era de se esperar, estava trancada. É, "estava" do verbo do passado “Ryan, aparentemente, tem habilidades até para abrir cofres no banco”.

    Nós demos a volta quase no aeroporto inteiro, parecendo que iríamos assaltar alguém, pelo modo que nos comportávamos. Aposto que só não fomos parados nem nada, porque o local estava uma loucura. Havia pessoas esperando voos, mal-humoradas, funcionários tentando conter a confusão de beliebers lá fora e mais pessoas mal-humoradas pela própria confusão. Diante disso, minha única ideia louca e decente foi mandar uma mensagem para Scooter:

     “Vocês já pousaram?”

    Fui direto, esperando uma outra mensagem tão rápida quanto, mas não adiantou. Ainda assim, tive que esperar longo e chatos minutos, até receber a resposta:

    “Agora mesmo!
          Onde você está?”

    Suspirei, pensando que se ele estivesse me vendo agora, provavelmente estaria dizendo isso aos berros, um tanto quanto nervoso pela situação. Assim, digitei minha resposta o mais rápido possível, enquanto puxava Ryan para executarmos meu plano...

    “Encontro vocês na entrada da pista de aviões, ok?
       Prepare os seguranças para agirem como se eu já tivesse no meio deles. Façam uma barreira firme, para que os funcionários não percebam que eu não estou ali...”

     Assim, eu e Ryan seguimos, tentando parecer indiferentes - sem sucesso - até a pista onde pousavam os aviões e nos escondemos em um canto qualquer. Os funcionários que ficavam monitorando a área pareciam um tanto quanto... Dispersos. Eles estavam apenas conversando sobre um bando de bobagens, até que finalmente avistaram os passageiros do “tão famoso avião do Bieber”, finalmente desembarcando.

     Havia, realmente, uma extensa equipe de seguranças, protegendo o vento. Eles passaram pelos monitores da pista, entrando no aeroporto e foi nessa hora, que finalmente nos misturamos. Assim que eu me aproximei disfarçadamente, tentei fingir que não percebi o olhar nervoso de Scooter em mim, enquanto, já no meio de todos, tirava o meu suposto “disfarce” e cumprimentava Alfredo, de um jeito completamente louco.

      Eu já estava bem mais calmo do que quando cheguei ao aeroporto, embora aqueles acertos técnicos de viagens sempre me estressassem e cansassem um pouco. Ainda assim, passar por isso foi bem mais fácil do que andar me esgueirando por aí.

      Quando estava, finalmente, saindo do local para partir para um hotel, parei para acenar para as lindas beliebers ali fora e até tirei foto com algumas, mas elas começaram a puxar minhas roupas e a gola da minha camisa, me asfixiando sem intenção. E, assim, infelizmente, eu tive que deixá-las, indo até o carro preto que nos esperava.

      Nem sei bem o que aconteceu, mas é provável que eu tenha dormido ou então, ficado bastante sonolento durante o caminho até onde ficaríamos hospedados. Porque simplesmente não me lembro de nada, até estacionarmos e saímos do carro. Ainda assim, fiz essa última coisa quase me arrastando pelo chão. Aquele estresse todo para não ser notado tinha acabado comigo.

     O hotel ainda estava deserto de beliebers animadas, o que não considerei muito bom, porque se elas estivessem ali, ao menos eu teria despertado um pouco mais e ficado animado com a energia delas. Porém não estavam, então, inevitavelmente, continuei me movendo e agindo como um zumbi.

     Eu, provavelmente, estava ficando louco ou tendo algum surto de amnésia, porque não me lembrava de quase nada. Não recordava se eu havia falado com algum atendente do hotel ou se alguém tinha acertado os últimos detalhes para mim. Não me lembrava se tinha ouvido reclamações e lembretes do Scooter, enquanto subíamos até o andar. E, embora eu saiba o caminho até o quarto onde eu ficaria, não me lembrava do número.

      Mas assim que entrei no meu cômodo temporário, corri para me desfazer das roupas que vestia e ir tomar um banho. Nem preciso dizer o quanto me senti idiota, quando percebi que tinha cochilado bem rapidamente embaixo do chuveiro, encostado a parede.

      Felizmente, logo pude vestir um pijama e me jogar na cama. Mas, quando pensei que finalmente conseguiria descansar em uma longa noite de sono...  Não aconteceu. Fiquei rolando na cama por longos minutos, me sentindo muito desconfortável por um motivo que eu desconhecia.

      Tentando escapar dessa sensação chata de querer e não conseguir, peguei meu celular, entrei no twitter e comecei a digitar, por fim...

      “Finalmente, Brasil! 2 dias para a turnê... Quem está animado?”

       Me senti um mentiroso pelo começo desse tweet, mas ainda assim, apenas esperei algumas replys animadas, antes de continuar...

       “Amanhã será um longo dia... Acertando os últimos detalhes e surpresas #TrabalhandoDuro"

        Permaneci por mais algum tempo, olhando a timeline, retwettando certas coisas e seguindo as lindas que perdiam tanto por isso. Por fim, digitei o meu último tweet, antes de novamente  tentar dormir...

        “Muitas beliebers brasileiras no aeroporto, agora z pouco... Isso que é #swag. Eu realmente amo vocês! Nos vemos no domingo...”
  
      E, então, finalmente me ajeitei na cama, novamente, embora ainda olhasse para os tweets tentando fazer com que a claridade da tela fizesse meus olhos pesarem e me levassem a um sono profundo, mas não tive sucesso.
 
      Já tinha desistido daquela ideia bizarra, quando finalmente minha ficha caiu e, eu retomei novamente o celular em mãos, digitando uma mensagem...

      “Essa cama parece tão desconfortável sem você aqui!
        Queria estar aí, com você... Mas, aposto que se estivesse, não estaríamos dormindo mesmo... Haha, apenas brincando!  
        Te amo! Mal posso esperar para te ver de novo, amanhã!
        Boa noite!”

       Enviei-a para (Seu Nome) e, em seguida, já conformado com o fato de que eu demoraria a dormir, embora sono não me faltasse, deixei meu celular tocando a gravação da minha princesa cantando, enquanto tentava visualizar um show perfeito...
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  Então é isso, gatinhas! Capítulo 34 para vocês.
     E... Eu tenho más notícias :c... A segunda temporada já está acabando (sim, gente... Eu falei que ela era "curtinha", lembra?! Curtinha entre aspas, porque embora tenha poucos capítulos, muitos ficaram muito maiores que os da primeira temporada, então relevem!).
    Enfim, com o fim da temporada, vem o fim desse modelo do blog e, eu já queria ir me preparando para mudar a imagem daí de cima e talz. E, para isso vou precisar da ajuda de vocês... Digam para mim (aqui ou no twitter, sou a @JuhLiannaC), se vocês querem que o fundo mude (ele está preto agora, então se vocês quiserem que mude, aceito sugestões), se querem que a cor principal mude (no caso, é o roxo que aparece na gria de páginas, na imagem de inicio E no título das postagens... Nesse caso, também quero sugestões) e também me enviem fotos do Justin que você gostaria que aparecesse na montagem que eu farei para a 3ª temporada, ok? :) Lembrando que eu levarei em conta, a maioria, ou seja, pode ser que o jeito que vc quer não seja o que ficará no blog, mas sugerir nunca é ruim né? Me ajuda muito! E, também pode ser que a imagem que vc me mande não apareça lá, porque depende muito, gente do tamanho da imagem, do modelo que eu irei fazer, mas mesmo assim me mandem, ok? Pode ser mais de uma se quiserem. Lembrando que o blog não é meu... É NOSSO! Eu construir isso com vocês e... O leitor sempre tem razão! Haha, então #LETGO, divas :)


(PS: A imagem do post é da "kill'em with the kidness")           
        

19 agosto 2012

2. You Make Me Love You - Capítulo 33

Pseudo adulta



Belieber's POV


  
Passaram-se apenas 5 minutos para que tudo mudasse. Do colo do Lucas, eu fui para o banco traseiro do carro do meu pai. Não deu tempo de argumentar, quando em apenas alguns poucos segundos, tudo que podia dar errado, aconteceu.

    Resumindo, meus pais chegaram alguns dias mais cedo do que eu esperava e tiveram a brilhante ideia de ir me buscar na casa da Manu, presumindo que eu estava com saudades. Estaria tudo muito bem, se o pequeno detalhe de que eles não sabiam que não havia só garotas naquela casa continuasse desconhecido. Mas não havia como explicar isso, enquanto Lucas estava sentado ao meu lado e Justin e Ryan desciam, supostamente silenciosos, para ver o que estava acontecendo.

      Ainda assim, não conseguia entender o motivo pelo qual estava voltando para casa, escutando sermões do meu pai. Os adultos tem uma mania de achar que os adolescentes são depravados, mas eles são os primeiros a pensar besteira, diante de uma situação dessas. Aposto que agora, minha querida mãe estava imaginando que eu tinha largado a escola para trabalhar como stripper e o meu primeiro trabalho fora para Lucas, Justin e Ryan.

      Assim, enfrentei um trânsito péssimo de olhares repreensivos pelo retrovisor, mantendo minha postura perfeitamente normal, para mostrar que não me arrependia de nada e, que se fosse para a cadeira elétrica, iria com o maior sorriso no rosto. Afinal, às vezes é preciso encarar o inimigo.

     Estava segura assim, apenas até estacionarmos na garagem de casa. Meus pais saíram do carro, em silêncio e eu fiz o mesmo. Ao entrar na sala, percebi que não fazia muito tempo que eles haviam chegado, já que vários malas estavam largadas em um canto e algumas bolsas no sofá. E, então me ocorreu que eu deveria agradecer muito por isso, porque se eles tivessem chegado hoje de manhã e visto mais do que deveriam, eu provavelmente, estaria no meu caixão, agora mesmo.

      Assim, observei enquanto eles tiravam algumas das bolsas do sofá e sentavam-se. Eu podia muito bem ficar próximas a eles, mas decidir me dirigir até a poltrona, porque, apesar de tudo, aquele ainda era um campo de batalha e uma boa guerreira sabe a hora que tem que manter distância do território inimigo.

      - Então, você quer começar nos contando, porque você e Manuela estavam sozinhas naquela casa com um monte de garotos? – começou meu pai, sem conseguir camuflar sua irritação.
      - Primeiro, não era um “monte” de garotos, eram só três... – especifiquei, suspirando.
      - Isso não importa, (Seu Nome)! Pelo que eu saiba, o combinado era apenas você e a sua amiga. Então, será que você, por acaso, pode me explicar o quê o Lucas e aqueles outros dois estavam fazendo lá?
      - Pai, se acalma! – comecei. – A gente não mentiu para vocês! O combinado era realmente esse, mas... Bom, nossas férias tinham começado e o Lucas queria passar um tempo com a gente. Nós sempre fomos amigos, então não havia nenhum problema!
      - “Não havia nenhum problema”? – perguntou, imitando minha voz. – Eu não sei o que você pensa da vida, filha, mas eu posso pensar em, pelo menos, quinhentos e noventa problemas diferentes. Mas, continue... E os outros dois? Estavam de férias, também?
      - Não, mas eles apareceram lá de forma inesperada... E, não fale “os outros dois” desse jeito, pai. Eram o Justin e Ryan!
      - Ah, que ótimo! Quando eu penso que não pode piorar... – falou, irônico. – Jiôsten! Jiôsten...
      - Justin, pai! – corrigi.
      - Isso é irrelevante, (Seu Nome)! Aliás, da última vez que eu ouvi falar desse garoto, você estava o odiando e, agora, parece que tudo mudou tão de repente, não é?
      - Não foi de repente... – retruquei, ofendida com seu modo de falar. – Nós namoramos e você sabia disso, embora duvido que acreditasse. Mas ele voltou e nós também voltamos. Algum problema?
      - Algum? – perguntou, incrédulo. – Todos os problemas do mundo! O que você estava pensando, quando decidiu ficar sozinha numa casa com esse seu suposto namoradinho. É, suposto, porque ainda vamos conversar sobre essa história de você namorando esse tal de Jiôsten.
      - Pai, primeiro, eu não decidi isso, ok? Como eu já disse, várias vezes, aconteceu! Ele não tinha para onde ir, ninguém sabe que ele está no Brasil ainda. Aliás, ninguém sabia, né? Porque com o escândalo que você está fazendo, até os cangurus na Austrália já devem estar comentando...
      - Ah, claro! E você acreditou nessa de “não temos para onde ir”? Onde você estava com a cabeça, hein? Tem ideia do que poderia ter acontecido?
      - Sim, tenho ideia do que, como você disse, poderia ter acontecido! – suspirei, buscando as palavras certas. – Mas não aconteceu nada, ok? Eu não sou mais criança, pai! Você poderia parar de falar comigo como se eu fosse, não é?
      - Quer saber? – ele se levantou do sofá, respirando fundo. – Eu acabei de chegar e estou realmente cansado de me estressar. Vou para o meu quarto descansar. Mas, você, (Nome da Sua Mãe), deveria tentar colocar um pouco de juízo na cabeça da sua filha...

     Meu pai virou as costas para nós e se pôs a subir as escadas, aparentemente, ainda bastante irritado. Logo que não podia mais o ver, parei para prestar atenção em minha mãe. Ela não havia dito nada desde que chegamos, mas agora me fitava com um olhar crítico, que estava começando a me deixar desconfortável.  

      Eu poderia facilmente dizer que minha mãe não tem defeito algum, mas tem. Ela me conhece muito bem
o que deveria ser bom, mas em caso como esse é quase como morte súbita. Tendo consciência de que meu fim se aproximava, me virei inteiramente para ela, antes de iniciarmos uma conversa.

      - E então, o que você está escondendo, mocinha? – minha mãe sorriu para mim, de forma desafiadora.
      - Nada, oras! – desconversei. – Por que acha isso?
      - Porque eu vi o modo como você falou que “nada aconteceu”, para o seu pai... Então, vai me contar ou não?
      - Não tem nada a ser relatado, mãe!
      - (Seu Nome)... – falou, com um tom de repreensão.
      - Ok, aconteceram algumas coisinhas, nada demais...
      - Bom, pode falar...
      - Bem... Nos envolvemos em uma pequena confusão no dia da festa do colégio. Lembra daquela que só acontece de três em três anos?
      - Que tipo de confusão?- ela pareceu bastante assustada.
      - Bom, o babaca do Rodrigo foi para a festa mascarado com o intuito de estragar a noite das pessoas e fez isso. Ele... Bateu no Lucas, é. – ia dizer a verdade, mas achei que editar a história faria com que ela não se desesperasse tanto.
      - Sério? No Lucas, que, segundo você, é o garoto mais forte do mundo? – ela riu da expressão que eu usava, como se fosse uma hipérbole.
      - Ele é, mas foram seis garotos contra ele. Lucas é forte, mas também não é o super-homem, né? Mas, isso não importa mais! Nós ligamos para polícia e os baderneiros estão agora, por conta própria, na cadeia...
      - Nossa! Não esperava por isso! – houve uma pausa, com um longo suspiro. – E o que mais?
      - Como assim? Você ainda quer mais que isso? – não consegui esconder o meu embaraço. Afinal, só havia mais uma coisa que eu poderia contar a ela. – Não aconteceu mais nada de tão importante!
     - Hum... Você sabe que eu sei que você está mentindo, não é? – minha mãe sorriu, fazendo com que eu me sentisse culpada por ocultar certas coisas.
     - Mãe, eu estou, mas é que as outras coisas que aconteceram nem são tão importantes assim! – menti, novamente.
     - (Seu Nome), você pode me contar ou... Me contar! Então, o que você prefere?
     - Ok! É que... Bom... Eu...
     - Filha, você pode me dizer qualquer coisa! Não pode ser tão ruim, quando você acha que é... Relaxa!
     - Eu... Eu dormi com o Justin na noite passada! – disparei e, logo, calei a boca com as mãos, como se tivesse acabado de dizer uma grande besteira.
    
     A sala toda ficou silenciosa por alguns segundos. Eu não podia acreditar que tinha realmente dito aquilo em voz alta e, isso só piorava com o olhar que minha mãe estava me lançando, como se aquilo fosse o que ela menos esperava.

     - Quando você diz dormir, quer dizer...
     - Bem mais do que simplesmente dormir! – admiti, pronta para ser totalmente franca.

      Quase me arrependi dessa decisão, assim que minha doce mãe desviou seu olhar do meu, fitando o chão. Ela mantinha uma expressão semelhante à decepção e, pensar nessa ideia me perturbou. Mas ter mantido isso oculto, teria me incomodado ainda mais.

       - Está decepcionada comigo, mãe? – perguntei, utilizando da minha cara de pau.
       - Não! Eu só... Você está falando sério? – ela anda parecia bastante incrédula.
       - Eu não mentiria sobre isso...
       - Eu não consigo acreditar nisso! Quer dizer... (Seu Nome), você ainda é só uma criança, como foi fazer isso, hein?
       - Mãe... Eu não tomei essa decisão como uma criança, então, por favor, não me trate como uma! Eu te contei e, sinceramente, como você disse, não acho que seja uma coisa ruim, mas você está agindo como se fosse!
       - Porque, é! Você tem noção do que é isso? Vocês são só duas crianças, nem deveriam saber o que é isso...
       - Não é por nada, não, mas o Justin sabia muito bem o que...
       - (Seu Nome)! – gritou, usando o tom repreensivo, novamente. – Você poderia parar com isso...
       - Desculpa, só estava dizendo, oras!
       - É só que... Espera! Vocês usaram proteção, não é?
       - Mãe... – suspirei.
       - Ai, meu Deus! Não? E se você estiver grávida? Ou pior... E se ele tiver AIDS? Filha, você pode morrer...
       - Mãe! – bufei. – Eu não vou morrer, ok? Eu já te falei que não tomei essa decisão como uma criança, ok? E, além disso, Justin não é o tipo de garoto que você está pensando. Você fala como se ele fosse algum tipo de manipulador, que tivesse me levado a fazer isso, mas não foi assim, mãe! Ele é doce e eu o amo... Então, por favor, pare de falar assim!
     
       Desviei o meu olhar do dela, assim que terminei de falar. Sabia que tinha sido uma grosseria, disparar tudo assim tão depressa, mas o jeito como minha mãe colocava as palavras estava começando a me machucar. Ela tinha uma visão muito errada de como era o Justin, mas continuava a falar, como se já o conhecesse.

       Hesitei, assim que minha mãe levantou do sofá e se espremeu na poltrona ao meu lado, me abraçando de lado. Não consegui segurar um suspiro pesado, enquanto seu tom de voz ficava um pouco mais triste.

       - Desculpa, ok? – começou. – Eu não quis magoar você! É só que... Você falando desse jeito parece tão madura, adulta. E, para mim, parece que foi ontem que você acreditava na história da cegonha...
       - Mãe, isso não significa nada! Eu ainda sou pequena, ainda preciso de você...

       Abracei-a também, enquanto sentia uma lágrima sua cair em minha blusa, antes que minha emotiva responsável rapidamente limpasse o rosto com a mão. Assim, ela desenhou um sorriso no rosto, como se nem tivéssemos acabado de ter a conversa mais estranha da minha vida, antes de dizer:
 
        - Quer saber? Isso tudo já passou, não é? Nós estamos no hoje e, hoje, você tem que abrir os presentes que trouxemos da viagem...
       
       Observei, enquanto ela se dirigia até as bolsas, que antes estavam no sofá. Havia um meio sorriso em seu rosto, mas os olhos ainda estavam um pouco vermelhos, por tentarem segurar algumas poucas lágrimas. E, embora eu pudesse imaginar o que ela estava sentindo ao ter esse tipo de conversa com a sua "garotinha", ainda precisava voltar para casa da Manuela, mesmo que o melhor a fazer fosse ficar ali.

       - Mãe, antes disso... Tem mais uma coisa que você precisa saber... – comecei, insegura.
       - Ai, meu Deus! – murmurou, antes de se virar para mim. – O que foi, agora?
       - Nada demais. É só que... O Justin vai fazer um show aqui, nesse final de semana e... Bom, ele quer que eu cante com ele!
       - Você? – tinha mais surpresa em sua voz, do que eu esperava.
       - Nossa, obrigada pelo apoio, mãe! Já entendi o que você acha da minha voz. Muito obrigada, hein? – ironizei.
       - Não foi isso que eu quis dizer, (Seu Nome)! – riu. – Afinal, você acha que eu não escuto você cantando no banheiro?
       - É disso que eu tenho medo... – sussurrei para mim mesma.
       - Mas, então... É isso que você quer?

       Sua pergunta me fez estremecer. A verdade era que eu ainda não tinha me decidido quanto a isso. Eu sabia que deveria ser ótima aquela sensação de estar em cima do palco, mas, ao mesmo tempo, eu tinha medo. Já tinha ido a um show dele e já era bem assustador está na plateia, imagine então sobre os holofotes. Ainda assim, contrariando todos esses meus pensamentos, eu também já estava cansada de ter medo...
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Capítulo 33, lindas :)
     E, então, VOCÊ quer ou não quer cantar com o Justin? (quero respostas, hein? hahaha')

     Enfim, gatinhas, eu SEI que eu fiquei uns dias sem postar, porque... Porque eu sou uma feiosa cara-de-pau, beijo :) Hahahahah, NÃO! O lance é o seguinte, amores, eu decidi começar logo agora o projeto do meu livro. Eu tenho pensado nisso há muito tempo, as idéias estão dentro da minha cabeça, mas eu nunca tive a ousadia/vontade de escrever. Porém esses dias, eu tive um acesso de inspiração e comecei, então eu fiquei os últimos dias me dedicando um pouco mais a isso. Afinal, por que não? Eu já li um livro publicado que foi escrito por uma garota de 17 anos, então porque não eu, com 15? (Porque você não sabe escrever, Julianna! Pois é kk)...
    Mesmo assim, essa história de atrasar capítulo, NÃO VAI mais acontecer, ok? Vou tentar me organizar e vai voltar a frequência de capítulos, ok, divas?! :)

    Outra coisa, amores, uma leitora aqui do blog, pode estar perto de realizar o sonho dela... Vamos ajudar? É só clicar aqui ==> http://twitpic.com/al3l8c , ler e ajudar! (: Lembrem-se: BELIEBERS AJUDAM BELIEBERS! (Se você tiver algum projeto, twittion ou qualquer coisa e quiser que eu divulgue é só falar comigo, ok? :D)

    E, por fim, perguntinha para vocês, quem é carioca aí? :) (MANIFESTE-SE, por favor! hahaha')

(PS: A imagem do post é da LuLu! - Caso você não tenha entendido a ligação do post, eu quis "simbolizar" esse momento mãe e filha, ok? Ok!)

15 agosto 2012

2. You Make Me Love You - Capítulo 32


Infância...



Belieber's POV
   
Havíamos acabado de chegar à garagem da casa da Manu e, eu realmente não queria sair do carro e ter que olhar para a minha melhor amiga e arranjar uma desculpa convincente. Eu não gostava de mentir para ela, mas se eu dissesse a verdade teria que aguentar outras milhares de perguntas.

     Assim, hesitei antes de passar pela porta que ligava a garagem a casa. E, logo que coloquei os pés na sala de estar, Manuela se levantou do sofá e correu até mim, com a expressão de quem esperava uma fofoca das boas.

    - Precisamos conversar! – falou, histérica.
   
    Eu não tive tempo nem de responder, apenas escutei Justin rindo baixo atrás de mim, enquanto se dirigia até o sofá. Aposto que o palhaço estava se divertindo em ver a minha cara de desespero, enquanto Manuela me puxava para um canto qualquer.
 
    - Então, me conte a verdade, nada além da verdade, por favor... – pediu a louca.
    -Que verdade? Não tem nada a ser contado! – afirmei, desconversando.
    - Claro que tem! – ela persistiu. – Ah, qual é, (Seu Nome)? Vocês passaram a noite toda fora e o Justin não ia comprar todos aqueles trecos à toa. Na verdade, eu comprei e ele pagou, mas isso não vem ao caso. O importante é... Rolou, né?
    - Manuela, primeiro, você tem que respirar entre as orações, ok? Respira e para de atropelar as palavras e segundo... – parei de falar, assim que notei quem estava parado próximo de nós.

    Lucas havia acabado de sair pela porta da cozinha, que era onde nós estávamos próximas. Desejei com todas as minhas forças que ele não tivesse escutado uma palavra sequer de Manuela, porque senão conclusões verdadeiras iriam surgir e esta nem sempre é a melhor opção. Mas, infelizmente, ele pareceu ouvir, quando voltou para a cozinha imediatamente.

     - Hã... Manu, a gente deveria falar sobre isso em outro lugar... Ou melhor, não falar sobre isso!
     - De jeito nenhum, vamos lá para o quarto e você vai me contar tudo!
    
    Bufei, enquanto ela me puxava escada acima, até o seu quarto. Assim que entramos, me joguei na cama e esperei desaparecer. Eu amo a Manu, mas às vezes a persistência dela é de matar qualquer um.

    - Agora, me conta! – pediu ela, animada.
    - Contar o quê? Eu nem sei sobre o que você está falando! Não aconteceu nada...
    - Por favor, (Seu Nome), eu não tenho 5 anos, ok? Vocês ficaram a noite toda sozinhos naquela casa, então, não minta para mim! Vamos pode começar... Você e o Justin em um quarto, safadezas à parte... O QUE ACONTECEU?
   
    Não respondi, mas involuntariamente corei, enquanto me sentia inundada em ótimas lembranças da última noite. Mordi o lábio inferior, tentando evitar o sorriso que estava se formando em meu rosto, mas não adiantou.

     - Ai, meu Deus, está dizendo que rolou e que foi muito bom? Hum... Que safadinha! – berrou minha melhor amiga, completamente louca.
     - O QUÊ? – me assustei, imediatamente. – Eu não disse nada...
     - É, mas você sorriu, ficou vermelha e ficou encarando o chão, o que no seu caso é o suficiente para passar as informações certas...
      - Quer saber, Manuela? – comecei, me levantando da cama. – Eu não vou ficar aqui, perdendo tempo com uma pervertida psicótica como você, ok? Estou descendo!

      Eu realmente esperava que Manuela permanecesse no quarto, enquanto eu saia pela porta, mas foi apenas uma questão de segundos, antes de eu escutar passos atrás de mim.
 
     - Olha, (Seu Nome), se você não me contar, eu vou tomar medidas drásticas... – apelou.
     - Quais? – desafiei-a, parando.
     - Vou falar com meu namorado... – afirmou ela, enquanto passava a minha frente no corredor.
     - O que Ryan sabe disso tudo?
     - Eu não estou falando do Ryan e, sim, do Justin...
     - Ah, ele virou seu substituto agora? Espero que Ryan já saiba disso... – provoquei-a.
     - Não acredita? Então, vem... – ela riu, antes de correr até as escadas. – Justin, não é verdade que eu sou sua namorada?
     - Claro que é! – ele respondeu, sem se levantar do sofá. – Todas as beliebers são minhas namoradas!
     - Ótimo! – Manu riu, antes de continuar descendo até o primeiro andar. – E, como sua namorada, tem certas coisas que eu preciso saber...
     - Nossa! Traído pelo meu melhor amigo! – brincou Ryan, rindo.
     - Você acha isso ruim, Ryan? – falei, enquanto me sentava no sofá, ao lado deles. – Acabei de descobrir que, aparentemente, eu tenho milhões de chifres...
     - Você é uma bobona! - afirmou Justin, enquanto me abraçava de lado.
     - Não mesmo! Aliás, por falar nisso, cadê o Lucas?
     - Ele está na cozinha, acho! – respondeu Ryan, de imediato. – Disse que estava com sede e, parece que está mesmo! Já faz muito tempo que ele está lá...
     - Ai, droga! Eu sou uma idiota! – murmurei para mim mesma.
     - O quê?
     - Nada! – desconversei. – Eu só... Estou com sede também! Já volto...
     - Não precisa ter pressa... – Manu riu, enquanto ia se sentar ao lado de Justin.
     - Justin Drew Bieber, se você disser algo que não deve, passará a próxima noite dentro de um caixão! – ameacei, sorrindo de forma malvada.

     Eles riram, atrás de mim, provavelmente pensando que eu estava brincando, mas isso não importa. Eu apenas sentia um peso enorme de culpa em cima de mim. Tinha total certeza que Lucas estava irritado, triste ou decepcionado comigo e isso pior do que qualquer conversa constrangedora.

     Assim que entrei na cozinha, confirmei essa teoria. Meu melhor amigo estava sentado em cima da bancada, deslizando os dedos por um copo d’água. Ele parecia bastante pensativo, provavelmente, refletindo sobre o quanto estava me odiando muito nesse exato momento. É, pois é, eu não estava muito otimista em relação a isso...

    - Lucas, será que nós podemos conversar? – comecei, receosa.

    Ele não me respondeu, apenas continuou fitando o copo, como se eu nem estivesse ali. Então, agora é oficial, eu sou uma completa idiota e meu melhor amigo me detesta profundamente.

     -Você está me odiando, não é?

     Isso, (Seu Nome), mostre como você é inteligente e pergunte o óbvio. É claro que o Lucas me odeia, ele não esperava que eu fosse fazer o que disse que faria.

     - Lembra quando a gente se conheceu? – tentei novamente, me agarrando a uma ideia qualquer.

     Lucas franziu a testa, intrigado, e, então eu percebi que tinha conseguido chamar a atenção dele com a minha pergunta estranha. De qualquer modo, quase pensei que ele fosse resistir a curiosidade, quando, finalmente, virou-se para mim, antes de perguntar:

     - O que isso tem a ver com o resto?
     - Ei, eu fiz uma pergunta primeiro! – sorri, esperançosa. – Você lembra ou não?
     - Claro que eu lembro! – ele pareceu até meio ofendido, como se eu estivesse duvidando dele.
     - Sério? Então, como foi? – desafiei-o.
     - Foi na segunda série. Nós estávamos no meio do ano e, você era a garota nova super tímida, que a professora fez questão de apresentar na frente de todos e te mandar sentar ao meu lado... Porque eu meio que ficava sozinho! – relatou o loiro.
     - Informação importante! – interrompi. – Ficava sozinho, porque todo mundo tinha medo de você...
     - Isso não é importante! Voltando a história... Você sentou do meu lado e, bom, eu tinha esquecido o estojo aquele dia, então sorrateiramente eu peguei um lápis seu e você, malvada, puxou-o das minhas mãos de novo...
    - Claro! Era o meu lápis favorito! Mas, tudo bem, continue...
    - Continuar o quê? – ele desconversou, olhando para todos os lugares menos para mim. – Isso tudo!
    - Não é, e você sabe disso... – ri, enquanto me lembrava. – Quando eu peguei o lápis da sua mão, de volta, você olhou para mim como se fosse me matar, antes de dizer “você tem cheiro de morango”...
    - Não fale assim, ok? – Lucas riu. – Você realmente tinha cheiro de morango...
    - Eu era uma criança e usava shampoo de criança, ok? E eu variava entre morango e melancia...
    - Viu? Aquilo foi tudo culpa sua!
    - E o fato de você ter me mordido logo depois, também é culpa minha? – perguntei, irônica.
    - Claro que é! Eu tive que te morder para saber se você tinha gosto de morango também, oras. E, você não compreendeu isso e começou a chorar...
    - Eu não chorei, ok?
    - Chorou sim e, fez a professora achar que eu tinha te feito algo. Assim, ela nos levou para falar com a diretora e, quando eu já estava preste a ficar de castigo, você... – ele suspirou, sorrindo, antes de continuar. – Você disse “não faz isso! Ele é meu amigo”. E, foi nesse momento que eu decidi que você seria minha melhor amiga...
    - É, eu me lembro! Foi muito estranho. Você me mordeu, ninguém parecia te achar muito amigável, mas algo me dizia que você era legal. Eu nem sei descrever como eu estava errada, mas de qualquer forma, não é nesse ponto que eu quero chegar...
   - Não? Então, por que você fez essa pergunta idiota que nada tem a ver com o resto?
   - Porque essa pergunta irá me levar até onde eu quero chegar, ok? Você podia ser mais paciente... – respondi, convencida. – Enfim, você lembra também o que você me disse no recreio, nesse mesmo dia?
    - Claro que não! – Lucas olhou para mim, como se eu fosse a maior doida do mundo. – Eu mal me lembro do que eu comi ontem, ou seja, já foi muito eu lembrar isso tudo, ok? Não me pressione!
    - Eu vou te fazer lembra, ok? – respirei fundo, procurando as palavras. – Era o recreio e você foi comprar o seu lanche na cantina, enquanto eu já tinha trazido um biscoito. Eu estava comendo e esperando você voltar, quando umas garotas começaram a implicar comigo e...   
    - Ah, sim, disso eu me lembro! Elas eram super metidas e estavam te perturbando. Obviamente, eu ameacei puxar o cabelo delas, até ela ficarem carecas e, então elas te deixaram em paz.
    - E, lembra do que você me disse depois disso, quando me levou até o telhado da escola escondido?
    - Eu... – seu tom de voz ficou triste por um minuto. – Eu disse que a partir daquele dia, iria te proteger e que você seria minha para sempre!
    - É! – suspirei. – E, agora, chegamos ao que realmente importa... Depois de todo esse tempo, eu queria poder olhar para você e dizer que você estava errado, mas não posso. Você realmente vai me proteger de tudo, não é?
    - Essa era a ideia... Até a noite passada, não é?
    - Lucas, não havia nada pelo qual você devesse me proteger ontem à noite. Eu queria isso... – precisei fazer uma pausa, para organizar as ideias, antes de falar besteira. – Olha, eu realmente queria que você não ficasse sabendo que isso aconteceu, pelo menos, no inicio, queria. Mas agora que você já sabe, acho que assim foi melhor mesmo. Afinal, nós contamos tudo um para o outro, não é?
     - É... – ele pareceu frio novamente, sem olhar para mim.
     - Olha, Lucas, eu sei que você está chateado comigo, mas lembre-se, você disse “para sempre”...
      - (Seu Nome), eu não estou chateado com você! Aliás, não conseguiria ficar assim nem se eu quisesse! Para mim, você é perfeita, ok? Eu te amo, só... Só fique perto de mim hoje. Não quero pensar que estou te perdendo para “ele”, ok?
      - Você nunca irá me perder, bobão! – afirmei. – Para sempre é para sempre, não é mesmo?

      Então, ele me abraçou forte, quase quebrando meus ossos, mas não reclamei e tentei usar a mesma força, mas era impossível. Foi desse jeito que passei grande parte do dia assim, agarrada ao Lucas. Fiquei rindo das besteiras que ele falava, enquanto assistia televisão, fiz questão de sentar o mais perto possível dele no almoço e, ainda mandei Justin se virar para endireitar suas malas, sozinho, só para ficar ali na sala, quietinha com ele.

     De certa forma, parecia ser estupidez agir assim, mas se havia uma coisa que eu realmente não queria era perder o Lucas ou fazê-lo pensar nisso. Se eu tivesse que passar cola no meu corpo e ficar colada com ele para sempre, apenas para evitar que isso acontecesse, faria sem nem pensar... Ou talvez não.

    Eu estava quase dormindo, enquanto pensava nas minhas besteiras sem sentindo, quando a campainha tocou, me surpreendendo. Manuela correu para atender a porta, aproveitando que Justin e Ryan não estavam na sala.

    Embora soubesse que nenhum de nós esperava visita, não me incomodei em saber quem era e apenas continuei quietinha no meu canto, esperando Manu bater a porta na cara de quem fosse. Mas isso não chegou a acontecer. A única coisa que eu consegui ouvir foi ela atropelando as palavras, enquanto tentava formular uma frase.

    - (Seu Nome)... – a voz dela estava trêmula.
    - O que foi, doid... – ia fazer um comentário bobo, mas assim que me virei, minha voz morreu. – Mãe? Pai?
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Capítulo 32, gatinhas!
   Ok,super atrasado, eu sei, mas eu vou explicar exatamente o porquê eu não postei nesses últimos dias :) Bom, vocês sabem que eu costumo escrever de noite, né? Porque, de manhã, eu sempre fico meio perdida entre horários, tenho que estudar e faço outras atividades também. Então, os motivos para eu não ter postado, em ordem:
    - Na sexta-feira, eu tive uma festa de noite da minha priminha linda de 6 anos (Festa de crianças = BRIDAGEIROW kk).
    - No sábado, eu passei o dia T-O-D-O fora, literalmente. Fui para um sitio de um amigo e tipo, não tinha como eu escrever lá. Sem contar que voltei SUPER tarde!
    - No domingo, foi o dia mais aff de todo! Eu decidi que ia aproveitar a greve do meu colégio para tomar vergonha na cara e, me organizar (Porque a única coisa na minha vida com a qual eu sou organizada é os meus textos! Organização no computador, nos cadernos que escrevo, porque de resto, sou perdida kk). Então, eu passei o dia todo endireitando meu fichário, decorando meu caderno e fazendo capinhas para as pastas catálogos '-' kk
     - Na segunda... AHHH, teve um live chat da Taylor Swift (para quem não sabe, eu sou swiftie) e eu T-I-V-E que ver. Foi peeeeeerfeito *--* Mas, enfim, acho que isso não interessa a vocês, né?
     - E, por fim, ontem... De noite, eu fiquei discutindo com um boy... Ok, eu sei que parece estupidez,MAS ele falou mal do Justin e da Demi (juntando ao fato que eu estava de TPM, foi o que bastou para eu fazer um barraco online U.U)

     Enfim, e além de tudo, eu ferrei o capítulo todo, porque OMB! Parece que eu deixei um cavalo escrever, ficou mega chocho e bobo, mas relevem, ok? :) EEEEE... IMPORTANTE! Vou dedicar o capítulo para a aniversariante de amanhã, a @lovedrauhl (deem parabéns para ela, amores \o/)...
    Isso é tudo, amores! Eu espero conseguir postar capítulo amanhã, mas não garanto, porque amanhã eu começo no teatro E, seria bem legal se você me sugerissem um trecho curto de um diálogo de um livro, ou qualquer coisa (haha, preciso achar um mini texto e decorar... DESESPERO ON!)
   Então, espero que gostem, gatinhas :)

(A imagem do post é da Shaiya Jayne)

09 agosto 2012

2. You Make Me Love You - Capítulo 31


Achados



Belieber’s POV

   
Acordei pela manhã com o sorriso mais retardado do mundo. Mas este sumiu, segundos depois, quando percebi que Justin não estava no quarto. Aliás, ele estava um pouco diferente. O chão estava completamente limpo e as pétalas que estavam lá, anteriormente, agora flutuavam em água em um cilindro de 50 centímetros de vidro, fechado. Já as velas agora estavam acesas, quase no final, exalando um perfume agradável.

    Havia algumas peças de roupas no final da cama. Assim, me enrolei no lençol, antes de pegá-las e correr até o banheiro. Eu estava suada, o que realmente me desagradava. Então, provavelmente, tomei um dos banhos mais longos da minha vida. Eu lavei meu cabelo, cantei e, ainda tive tempo de agradecer aos meus fãs imaginários, antes de tirar o condicionador.

     Logo que acabei e comecei a me vestir, percebi que aquela só podia ser uma roupa escolhida pelo tarado do Justin mesmo. Eu estava, simplesmente, vestindo o short mais curto que eu tinha. Nem me lembrava mais que aquela peça existia e, provavelmente, estava pensando em doá-la para alguém que não ficasse parecendo indecente com aquilo. Mas, ainda assim, não o troquei, afinal, meu quarto ficava longe demais e estava tão cansada, que apenas calcular os passos que eu teria que dar até o meu armário já era um sacrifício.

      Assim que saí do banheiro, Justin já estava no quarto. Ele usava uma roupa mais simples e fresca do que a da noite passada, o que era estranho, considerando o fato de estarmos no inverno e, de sempre haver, pelo menos uma brisa gelada para esfriar tudo. Eu mesma já estava me sentindo congelar com aquela calcinh... Quero dizer, short, que estava usando.

     Justin segurava uma bandeja repleta de coisas gostosas e que iriam me fazer engordar uns 30 quilos (mas essa parte eu relevava). Aparentemente, eu ainda não havia sido notada, enquanto ele arrumava uma rosa em cima de um copo vazio.

      - Bom dia! – cumprimentei-o, antes de sentar ao seu lado.
      - Hey! – Justin sorriu ao me ver. – Hum... Você parece ótima nessa roupa. Escolhi muito bem, eu sei...
      - Eu pareço com frio, nesse pedaço de pano que você chama de roupa... - corrigi
      - Bom, isso não é um problema! – afirmou, antes de largar a bandeja na cama e me puxar para o seu colo, me abraçando. – Continua com frio?
      - Por favor, não seja cínico! Você não está me agarrando, porque estou com frio, mas sim porque você é um maníaco sexual! – ri.
      - Hum... Desse jeito você magoa meus sentimentos, sabia? – ele fingiu estar chateado, enquanto ia beijando levemente minha nuca.
      - Justin, para com isso! – miei.
      - Por quê? – sussurrou. – Nós temos tempo, então... O que você acha de uma segunda rodada?
     - Não mesmo!
     - Por quê? Você não gostou? – ele pareceu preocupado e desapontado por um minuto.
     - Claro que eu gostei, bobão! Eu só... Estou cansada! Aliás, você me deixou cansada!
     - O que posso dizer? Eu sou muito bom no que faço... – afirmou ele, com a autoestima lá em cima, aparentemente.
      - É, é muito bom em ser idiota também, né? – provoquei.
      - Não! Sou muito bom em ser seu idiota, apenas...

      Justin me apertou mais forte e, em seguida, eu dei um beijo em sua bochecha, antes de finalmente nos concentrarmos no que era importante: a fatia maravilhosa de torta de chocolate em cima da bandeja. Ok, eu amo o Justin, mas o meu caso com o chocolate é bem mais antigo e eu acho melhor ele aceitar isso.

     Assim que acabamos, ele se ofereceu para se livrar da louça, enquanto eu terminava de dar uma última arrumada no quarto que nem estava tão bagunçado assim. Desse modo, acabei bem depressa e fui para o meu cômodo pegar algumas roupas para levar para a casa da Manu.

    Eu estava vasculhando pelo meu armário na esperança de achar as peças mais adequadas, quando notei aquela caixa vermelha no fundo. Eu não mexia naquilo há muito tempo, mas era um recipiente cheio de lembranças. Peguei-o, embora estivesse relutante e sentei-me na cama, antes de abrir.
 
     Ver aqueles dois objetos que foram quase completamente esquecidos por mim foi estranho. Eu não esperava me sentir assim, mas tocar naquele urso tão fofo e perceber que ele ainda estava com a mesma etiqueta que continha uma letra da música, quando eu ganhei, fazia com que eu me sentisse patética. Estava completamente submersa em lembranças, que me assustei, quando Justin entrou repentinamente no quarto.

     - Procurei por você em toda parte! Eu já acabei lá embaixo... Vamos embora? – perguntou, parado na porta.
     - Hã... Claro, vou só guardar umas coisas aqui e já vamos... – sorri para ele, enquanto devolvia a pelúcia de volta à caixa
     - Espera! Eu conheço esse presente de natal, ok? – falou, enquanto corria para se sentar ao meu lado e pegava o urso da minha mão.
     - Como não lembraria? Foi você quem me deu... – ri.
     - É, e eu podia jurar que você não tinha gostado, mas, olhe agora, você guardou isso, o que parece ser um bom sinal!
     - Eu gostei, ok? Só não gostei da situação em que você me colocou naquela noite. Você não é nem um pouco cara de pau, né? – falei, cheia de uma leve ironia.
     - Ah, eu precisava achar um jeito de fazer você perceber que gostava de mim e... – ele parou de falar subitamente, antes de pegar a outra peça contida na caixa. – Ai, meu Deus! Você ainda tem isso?
     - Claro que tenho! Você deu para mim, eu não poderia ter jogado fora...
     - Eu me lembro daquela noite... Você estava linda!
     - Eu estava molhada, machucada, cansada e parecendo uma mendiga. Como você pode ousar dizer que eu estava linda?
     - Bom, eu acho, só acho... Que muitas pessoas não conseguiriam ficar lindas nessas condições, mas você conseguiu, então aparentemente, tenho motivos para dizer isso!
     - Você é... Um bobão! – falei, enquanto sentia meu rosto arder e tinha a certeza de que estava começando a ficar vermelha.

     Justin apenas riu, sem dizer nada. Ele adorava me ver sem-graça, acho que era um dos hobbies dele. Então, apenas continuou me fitando, fazendo com que eu ficasse mais constrangida ainda, antes de me fazer vestir o seu antigo casaco.

     - Ele parece muito melhor em você! – concluiu.
    
     Escondi meu rosto entre as mãos, antes de sorrir e beijá-lo, subitamente. Ele pareceu surpreso de inicio, mas depois relaxou, me puxando para o seu colo e levando uma das mãos até minha nuca, o que me fez arrepiar. Aquilo parecia romântico, o que me dava a certeza que se eu morresse ou por acaso explodisse de felicidade, não me importaria, apenas por estar ali, nos braços do Justin.

      - Você poderia parar de ser perfeito... Só para variar, sabe? – disse, após nos afastamos.
      - Não posso! – ele riu, passando a mão pelo meu cabelo. – Eu estou te imitando, sabe?
      - Meu bobão... – suspirei. – Agora, é melhor irmos, sabia? Porque nós já estamos encrencados!
      - Sério? Por quê?
      - Porque não é você quem terá uma conversa super constrangedora com a Manuela sobre “porque passamos a noite toda fora”...
      - Nossa, eu, com certeza, vou querer assistir isso! E rirei muito da sua cara, quando você tentar arranjar alguma desculpa ridícula, ao invés de falar que estava tendo uma noite maravilhosa com seu namorado gostoso!
      - Primeiro, você não vai assistir nada, porque essa conversa nem vai acontecer. Eu vou fugir da Manu, ok? E, segundo, que eu me lembre eu passei a noite com você, então me explique quem é esse “gostoso” que você mencionou?
      - Ah, é? Ontem à noite, você parecia saber muito bem que o gostoso era eu, enquanto abusava do meu corpinho! – provocou, rindo.
      - Justin, quer saber? Vai para o carro agora! Nós vamos embora, antes que eu vá presa por te matar!

     E, então, ele saiu correndo, rindo como uma criança, enquanto eu pegava as minhas roupas e ia atrás dele. Justin era um bobo, infantil, convencido, retardado, louco, tarado, mas acima de tudo, ele era meu! 
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Capítulo 31, gatinhas :)
Então, eu voltei! Hahaha "Superei" o meu trauma e aqui estou kk u.u

  Enfim, você já devem estar sabendo que o nosso bebê deve vir para o Brasil no primeiro semestre de 2013 (talvez), né? Nessa hora já começa o desespero total haha Então, se você está planejando algum projeto (sério, por favor...) em relação a isso, ou fez uma twittion e está procurando pessoas para assinar, você pode vir aqui me explicar e dar informações, que então eu divulgo o que você está fazendo na página "Beliebers Ajudam Beliebers" e então as leitoras do blog podem ajudar/participar/divulgar e outras coisas!

  A página está desatualizada por enquanto, porque eu não tenho novos projetos para divulgar, mas se aparecer eu vou comunicar a vocês aqui que tem novidade na página e também no facebook. Então, fiquem ligadinhas haha :)

   Enfim, acho que já disse tudo, então, eu espero que gostem do capítulo, amores!

(PS: A imagem do post é do Jemo Gaviani)