09 setembro 2012

3. You Make Me Love You - Capítulo 3


Acidental



Belieber's POV


      
Acordei com o insistente barulho do meu celular entrando por meus ouvidos e me enlouquecendo. Aparentemente, eu havia recebido uma inconveniente mensagem:

     “Reunião no quarto 812 às 16h...”

     O número indicado na tela era o de Scooter, o que estranhei, imediatamente. Eu não fazia ideia de que ele estaria aqui. Mas, na verdade, eu também mal fazia ideia de qual era o meu nome, então não estava muito acordada o suficiente para contestar qualquer coisa.

    Olhei para o relógio na tela do meu celular, apenas para me certificar do horário e... NADA BOM!

    Eram 15 horas. Estaria tudo certo se eu apenas precisasse me arrumar e ir para o local marcado, que ficava no final do corredor. Mas eu não podia fazer isso. Havia horas que eu estava sem comer. As minhas opções eram: correr para fazer tudo e ainda ter tempo de fazer um pequeno lanche ou permanecer faminta até a morte.

    Então, escolhi a primeira opção, enquanto levantava da cama, com pressa. Peguei as primeiras peças de roupa que vi em uma das malas, antes de disparar para o banheiro, onde tomei um dos banhos mais desesperados do século.

    O meu nível de pressa fez com que eu vestisse o short do lado errado, fizesse um nó enorme no meu cabelo e, para completar, quase me cegasse com o lápis de olho. Em outras palavras, eu estava me atrasando por não querer chegar atrasada.

    Felizmente, fiquei apresentável o suficiente para sair do quarto, quando ainda tinha 20 minutos para descer até o restaurante do hotel e salvar a minha vida. Antes de sair, apenas peguei meu celular e um caderno que eu sempre levava quando iríamos discutir algo sobre show, porque, em geral, reuniões assim me davam ideias que precisavam ser anotadas. E, quando não davam, pelo menos, eu tinha um lugar para ficar rabiscando enquanto não conseguia prestar atenção.

    Assim, deixei o cômodo e corri até o elevador. E fiquei lá. Esperei. Esperei. E... Esperei mais um pouco. Aquilo só poderia ser brincadeira. Os elevadores pareciam que tinham sido congelados em determinado andar.

    Desse modo, fui obrigada a descer de escadas, o que nem foi tão ruim. Mas, depois de passar pelo restaurante e deliciar um maravilhoso croissant, subir aquilo foi uma experiência realmente mortificante. Eu deveria parar com essa mania besta de sempre ficar na cobertura do hotel.

    E, como se a dor que eu sentia nas pernas não fosse o bastante para me punir de minha preguiça, eis que um ser identificado esbarra em mim... Ou talvez a culpa fosse minha, por não olhar para onde ia, mesmo.

    - Ai, droga! Desculpa... – falou o garoto loiro, recolhendo mais do que rápido, minhas coisas que caíram no chão.
   - Não! Foi minha culpa... – suspirei, tentando parecer educada, quando, na verdade, eu queria dizer que a culpa havia sido dele mesmo e, depois, sair correndo.
   - Está tudo bem... – sorriu, antes de me entregar tudo.
  
   Então, quando eu finalmente consegui ver quem era, tomei um leve susto. O garoto não era tão bonito (afinal, meu conceito de beleza crescera muito, desde que comecei a namorar Justin), mas algo em mim dizia que eu já tinha o visto em algum lugar, embora eu não me lembrasse de conhecê-lo.

    O loiro continuava a me fitar com os olhos de reflexos verdes repletos de algum tipo de surpresa, que, de certa forma, já tinha se tornado usual. Mas, ainda assim, precisei de um minuto para me livrar do transe que a situação me causara e lembrar dos meus verdadeiros compromissos.
 
    - Hã... Eu preciso ir. Estou atrasada! Te vejo depois? – falei, enquanto subia alguns degraus.
    - Se eu tiver sorte, sim!

    Sorri, antes de deixá-lo e voltar a correr pelas escadas. Já estava a uma distância considerável do estranho garoto, quando o ouvi gritar:

    - Ei, espera, você...

    Não voltei para ver o que ele queria. Na verdade, até acelerei um pouco mais o passo, aliás, não estava com tempo de me dar o luxo de me preocupar com distrações. Qualquer coisa que o garoto quisesse, com certeza, não era importante o suficiente a ponto de fazer com que eu me arriscasse a tomar uma bronca.
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Capítulo 3, bebês :)
   Eu sei, eu sei... Sem-gracinha, né? Mas damos nosso primeiro passo para barraco, drama, safadeza, polêmica e tudo de LOL que há no mundo de Ib's, porém não!
   Enfim, eu falei que ia responder as perguntas na páginas "selos" e respondi. Então, se vocês quiserem saber algo sobre mim relacionado a ser belieber, provavelmente tem as respostas lá. Se quiser me mandar um selinho, eu adoraria. Hahaha, eu amo selinhos que vem com perguntas, porque me sinto quase dando entrevista, sos hahaha (Babaca, eu sou!)
   Então, é só! Espero que gostem do capítulo... Curtinho, né? :3

(A imagem do post é da anet)

08 setembro 2012

3. You Make Me Love You - Capítulo 2


Europa



Belieber’s POV

   Passei o dia todo junto a Justin. Ele me ajudou me atrapalhando a arrumar as malas, tirando as roupas que eu tentava colocar no lugar e me distraindo, enquanto fazia coisas inapropriadamente safadas. Já no resto do tempo, ficamos em um dos shoppings perto do hotel, onde eu passei a maior vergonha da minha vida.

   Graças à extrema inteligência do Justin – que me fez subir em cima dele para pegar o que eu queria na prateleira mais alta de uma loja, ao invés de chamar algum funcionário –, eu acabei derrubando quase todos os objetos presentes ali. Felizmente, eles não eram frágeis, mas o gerente não pareceu muito feliz ao ver aquela bagunça, embora tenha recusado a minha ajuda para arrumar (provavelmente com medo do que eu pudesse fazer mais alguma besteira). Resumindo, saí da loja sem saber onde enfiar a cara, sem o que eu queria e ainda me controlando para não matar Justin que estava rindo da minha cara.

    Obviamente, depois desse infeliz episódio, eu quase corri para sair daquele lugar. Mas isso tudo não adiantou muito coisa, já que até no hotel, as pessoas ainda pareciam olhar para mim de forma estranha, como se soubessem do desastre, que ocorrera minutos atrás. Ou talvez eu só estivesse ficando paranoica. Mas eu não estava a fim de ficar vagando pelos corredores para descobri isso, então tratei de chegar ao meu cômodo o mais rápido possível, puxando Justin.

    - Está com pressa? – ele riu, batendo a porta do quarto.
    - Se você rir mais uma vez, garoto, eu juro que te estrangulo! – ameacei, pegando minhas malas, perto da cama. – Acho que nunca passei vergonha maior na vida...
   - Deixa de ser exagerada, (Seu Nome)... – falou, tentando, sem sucesso, controlar o riso. – E, larga essas malas. Ainda está cedo...
   - Isso é o que você pensa, né? – suspirei, enquanto me atrapalhava com tudo. – Meu voo é às 19 horas e, logo, logo irá anoitecer. Sem contar que eu estou louca para sair daqui e nunca mais ter que olhar para a cara do gerente daquela loja!
   - Está vendo? Você é muito dramática!
   - Nem sou, eu só quero chegar ao aeroporto cedo. Você sabe como eu odeio esse processo de viagem e não sei porquê ainda não inventaram o teletransporte... – fiz uma pausa para pegar meu celular do bolso, antes de entregar a ele. – Enfim, vai me levar até o aeroporto?
    - Claro! Vou pegar o carro, enquanto você faz check-out. Te espero na porta do hotel... Não demore muito! – berrou, já correndo pelo corredor.

    Suspirei, sentando-me na cama e me sentindo exausta. Eu nem havia feito tantas coisas durante o dia, mas só de pensar nessas experiências de viagem, já me sentia acabada. Esse é um dos poucos pontos negativos de sempre estar em um lugar diferente.

    Me desliguei do meu lado dramática, lembrando-me que não deveria demorar. Assim, peguei minhas malas, saindo do quarto e me certificando de que não havia esquecido nada, antes de descer até o saguão.

    Um dos pontos positivos de ser conhecida pelo mundo todo é que, bom, as pessoas te tratam diferente. Embora eu ainda ache isso muito estranho, às vezes, é ótimo quando as recepcionistas dos hotéis facilitam as coisas na hora da minha saída.

     Logo que coloquei os pés para fora do hotel, notei o carro – nada discreto – do Justin estacionado a alguns passos dali. Assim, meu namorado saiu para me ajudar a colocar a bagagem no porta-malas, antes de finalmente nos colocarmos a caminho do aeroporto, que foi bastante silencioso. Nós quase não conversamos e eu passei parte do curto trajeto, olhando pela janela e me perdendo em pensamentos quaisquer.

     Chegamos em um horário razoável no aeroporto, dando tempo de fazer todas as coisas incrivelmente chatas, antes de ficar sentada em um dos bancos do local, agarrada ao Justin. Este me abraçava de uma forma tão boa, fazendo minha vontade de viajar ir embora, o que não podia ser muito bom, considerando as circunstâncias.

     - Sabia que eu te amo? – sussurrou Justin, no meu ouvido.
     - Não diz essas coisas, porque se não eu vou acabar ficando aqui... – sorri.
     - Parece bom para mim!
     - É, mas eu tenho compromissos, sabia?
     - Triste realidade... – falou, fingindo uma decepção.
     - Enfim, acho que eu deveria me preparar para ir! – informei, me levantando.
     - Infelizmente... Então, em alguns dias, eu me encontro com você lá, ok? Tenho só algumas entrevistas marcadas sobre o fim da turnê, mas, em breve, eu irei para lá para você poder matar sua saudade de mim...
     - Ah, até parece, querido... Você morrerá com a minha ausência! Dá até dó... – provoquei, encarando-o.
     - Sonha, bebê! Você não consegue viver sem mim... – retrucou ele, se aproximando mais.
     - Então... Esse é o momento em que nos beijamos?
     - Com certeza, é.

    Sorri, antes que meus lábios fossem tomados por uma sensação muito, muito melhor. Minhas unhas arranharam seu pescoço, enquanto o espaço entre nós sumia e nossas línguas se entrelaçavam, me enlouquecendo. Embora o aeroporto estivesse vazio, eu tinha total consciência de que alguém deveria estar de olho naquela cena, então me senti na obrigação de parar aquilo, antes que eu fizesse algo que não devia.

    - Menos... – o repreendi, rindo.
    - Diga isso para si mesma, ok? – provocou.
    - Até parece... – ironizei. – Eu sou muito mais comportada que você!

    Justin começou a dizer algo, mas o ignorei, enquanto notava uma moça vestida com o uniforme do aeroporto parada perto de nós. Algo me disse que era comigo com quem ela queria falar, mas ficara embaraçada por aquela situação. E só havia uma coisa que aquilo poderia significar...

    - Está na hora de ir... – suspirei.
    - Odeio isso! – falou, me puxando para um abraço.
    - Eu também... – me confortei no calor dos seus braços em volta de mim, tentando afastar sentimentos ruins. – Eu te amo!
    - Não tanto quanto eu te amo...

    Selei meus lábios em sua bochecha, antes de me afastar e seguir com a funcionária, que sorriu para mim, quando eu me aproximei.
 
     Evitei ficar olhando para Justin, enquanto caminhava até a pista – onde um avião me esperava –, apenas para evitar a sensação de pseudo-depressão, que sempre sentia quando precisava me afastar dele. Mas isso apenas se agravou, quando finalmente entrei naquele transporte enorme e completamente vazio.

     Minha equipe já deveria estar toda em Paris – onde faríamos nosso primeiro show – e bom, eu também já deveria estar lá, mas insistira em ficar mais uns dias para aproveitar esse pouco tempo “livre” com Justin, o que não fora uma ideia muito boa, considerando minha situação atual.

     Eu nunca fora muito fã de viajar sozinha. Aviões são grandes demais e tê-lo que dividir apenas com o piloto e a aeromoça parece muito solitário.

     Assim, acabei passando o voo todo mergulhada em sonhos. Dormir parecia uma ótima opção para afastar a solidão e fazer as oito horas dentro do avião passarem mais rápidas do que realmente eram, mas eu não tive muita facilidade para pegar no sono. E, quando eu finalmente consegui, não havia nem começado a sonhar direito, quando senti tocarem meu ombro. Uma aeromoça loira me acordara para informar que já havíamos pousado, com um enorme sorriso no rosto.

      Tive uma enorme dificuldade de me sentir realmente acordada, mas me obriguei a levantar, após observar o sol penetrando por entre a janela do avião. Perguntei para a moça ao meu lado que horas eram, antes de ajustar meu relógio do pulso, adiantando-o umas seis horas. Eu realmente odeio fuso horário!

      Logo, saí do avião, quase rolando a escada, de tão atordoada que eu me sentia. Assim, a vontade de voltar, apenas para dormir mais um pouco, me dominou, quando entrei finalmente no aeroporto. Felizmente, já havia um motorista lá fora esperando para me levar até o hotel, onde eu já deveria estar.

     Levei quinze minutos, apenas para chegar ao veículo. Isso porque tive que parar para falar com alguns fãs. Tirei fotos, autografei revistas, bloquinhos e – de uma forma estranha – partes do corpo, enquanto tentava disfarçar a minha “maravilhosa” expressão de sono, para que eles não pensassem que eu estava entediada, o que definitivamente não era verdade.

     Quando, finalmente, cheguei ao carro, me senti aliviada, apenas por ter que sentar e deixar que o motorista me levasse para o destino que já lhe fora passado. Embora, o movimento do veículo não me tenha deixado cochilar nem por um mísero segundo.

     Assim, quando cheguei ao hotel, me senti obrigada a ignorar a estranha gritaria do lado de fora e entrar o mais rápido possível. Afinal, a única coisa que eu desejava mais do que tudo, no momento, era apenas entrar no meu quarto, tomar um longo banho e cair na cama, sem me importar por já ser de manhã...
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Capítulo 2, gatinhas! :)
     Eu sei que capítulos de viagens são chatinhas, mas necessários, ok? :c Então, acho que por hoje é só! Ah, obrigada a fofolete que me mandou outro selinho :). Logo, logo eu respondo as perguntas feitas!
    Ah, novidades! Tem uma nova page no facebook de uma das leitoras fofoletes aqui do blog :D
 => http://www.facebook.com/pages/Mafia-Bieber/482674865084567
(Curtam, divulguem, vejam os posts lindos e aproveitem! Tanaaaaam!)
     Então, é isso! Espero que gostem do capítulo :3

(A imagem do post é do Gabriel)

06 setembro 2012

3. You Make Me Love You - Capítulo 1


Escolha certa



                                            2 anos depois...


 
Belieber’s POV

    Eu estava deitada na cama do meu quarto de hotel, junto a Justin, que mantinha o seu rosto próximo ao meu, parecendo me analisar em casa mínimo detalhe, enquanto eu digitava uma mensagem no celular. Eu estava escrevendo para minha mãe, apenas para certificá-la de tudo o que tinha acontecido ao longo dessa semana corrida. Aliás, nada fora muito diferente dos últimos dois anos super incomuns...

     Era inacreditável o modo como minha vida havia virado de cabeça para baixo. Por conta de uma escolha apenas, os últimos dois anos haviam sido completamente animados – digamos assim. Nos primeiros meses, eu trabalhara durante um longo período no meu primeiro álbum e, agora, eu estava chegando perto do fim da turnê. Parece estranho, mas eu sinto como se tudo tivesse passado tão rápido e como se eu estivesse entrando no auge da minha carreira.

    Tudo estava crescendo muito depressa à medida que o tempo passara. Atualmente, eu era a quarta pessoa com mais seguidores no twitter, havia uma multidão de fãs maravilhosos atrás de mim na maioria dos países que eu visitava, estava sendo muito mais perseguidas por papparazzis loucos e, ainda era considerada uma das adolescentes mais ricas do mundo. Nem nos meus melhores e mais detalhados sonhos, eu imaginara algo assim.

    E, para a minha felicidade, além de tudo isso, eu ainda tinha Justin ao meu lado, embora nós vivêssemos discutindo por idiotices e terminando, para voltar no dia seguinte. Apesar disso, eu ainda o considerava uma das melhores coisas que já me aconteceram. Era apenas estranho saber que isso não era só algo meu.

    Quando nós decidimos acabar com o ciclo de boatos nos envolvendo e revelar nosso relacionamento, eu nem sequer pensei que nós viraríamos um dos casais mais clicados por aí. Ainda assim, não era tão ruim quando eu pensei que seria, pois ainda havia momentos, como esse, que nós podíamos ficar sozinhos – principalmente, agora, que a turnê dele havia acabado.

     E, embora pareça incrível, as coisas não estavam dando certo apenas para mim. Minha melhor amiga, Manuela, estava fazendo intercâmbio no Canadá. Ela conversara com seus pais, que a ajudaram a economizar o dinheiro, fingindo não saber que era apenas uma desculpa para ficar perto de Ryan. Mas, agora, ela estava num colégio no Canadá, aproveitando seu pacote de intercâmbio de um ano... Junto a Lucas. Manu - não sei como -, havia o convencido a investir nessa loucura, com algum discurso bizarro, sobre como ela morreria sem ele.
 
     Bom, acho que só quem não está completamente feliz com essa situação eram meus pais. Embora eu saiba que de, algum modo, eles sentiam orgulho de mim, tinha certeza também que a distância não era algo que os agradava por completo. Por isso, me sentia quase na obrigação de me comunicar com eles, de alguma forma, todos os dias, como estava fazendo agora...

     - Já acabou? – sussurrou Justin, no meu ouvido, aproximando-se mais de mim.
     - Acho que sim! – suspirei, desligando o celular. – Provavelmente não conseguirei nenhuma resposta hoje mesmo...
     - Bom saber!

      Justin tirou o celular das minhas mãos, colocando-o em cima da mesa de cabeceira. Não demorou muito para que ele se virasse para mim, novamente e, no auge da sua normalidade, deitasse sobre meu corpo.

     - Enlouqueceu de novo? – perguntei, rindo.
     - Não. Só quero ficar bem próximo de você para matar a saudade... – esclareceu, sorrindo.
     - Que saudade? Sua turnê acabou faz apenas três dias e, nesse tempo todo, não nos desgrudamos!
      - É, mas você vai para a Europa amanhã e eu ficarei sem você. Então, deixei me aproveitar hoje, ok?
      - Não mesmo. Pode sair de cima de mim, mocinho... - o repreendi, afastando-o de mim.
      - Nossa, (Seu Nome), você é romântica feito uma pedra! – retrucou, irônico.
      - Não vem com essa não, Justin! Eu sou muito romântica, ok? A diferença é que o meu romantismo traz você para perto de mim, enquanto o seu, deixa nossas roupas no chão...
      - E qual o problema nisso? – ele riu, me olhando de forma safada como sempre fazia.
      - O problema, bobão, é que você já tem que ir para o seu quarto. Não temos tempo para sua safadeza hoje, ok? – falei, empurrando-o para fora da cama
      - Legal! Agora, estou sendo expulso do quarto da minha namorada... – resmungou consigo mesmo.
      - Justin, deixa de ser bobo! Você faz esse drama toda noite... O que você quer? Que algum funcionário fofoqueiro do hotel perceba que você dormiu no meu quarto, isso vire uma manchete de revista no dia seguinte e as beliebers me rotulem como ninfomaníaca?
      - Eu corro esse risco... – riu.
      - Claro, não é você que será difamado! – afirmei. – Relaxa, ok? Logo, logo, minha turnê irá acabar, eu irei comprar uma casa bem pertinho da sua e, não teremos esse tipo de problema...
      - Ah, claro! – suspirou, cheio de ironia. – Muito simples aguentar apenas um mês e sei lá quantos dias... Coisa pouca, né? Isso porque eu não contei todo esse tempo anterior da turnê, não é?
      - Justin, controle-se! Você parece um maníaco...
      - Parecerei maníaco quando contratar uma garota de programa na sua ausência, isso sim...
      - E eu parecerei uma, quando te castrar... – ameacei, séria.
      - Eu estou brincando, boba!
      - É? Pois eu, não...
      - Quer saber? Eu amo quando você fica assim, marrenta...

      Rapidamente, Justin me puxou pela cintura e me tascou um intenso beijo. Hesitei, de inicio, pensando seriamente em bater nele, só para deixar claro quem mandava ali. Mas, aparentemente, eu não mandava em nada, já que deixei meu coração amolecer facilmente e, assim, me aconcheguei em seus braços, aproveitando o beijo. Parecia bom e romântico, mas quando notei que aquilo caminhava para as segundas intenções, o interrompi.

      - Menos, ok? – ri, mordendo o lábio inferior. – Ou você vai ver como eu fico quando estou marrenta de verdade...
      - Hum... Eu adoraria!
      - Deixa de ser bobo! E vai logo dormir, porque eu quero que você acorde cedo amanhã...
      - Por quê? – Justin fez um biquinho de decepção.
      - Porque se você acordar cedo, vai poder passar o dia comigo, antes do voo! – miei.
     
       Justin suspirou, parecendo meio contrariado. Quase me senti culpada, porque, de uma certa forma, eu também queria que ele ficasse ali. Mas minha preocupação desapareceu, quando percebi um sorriso em seu rosto e ele me deu um selinho rápido.
  
       - Boa noite! – falou, levantando-se da cama.
       - Boa noite! Sonhe comigo... – ri.
       - Bons sonhos para você também, boba!

      Assim Justin saiu, batendo a porta. Ficar sozinha me deixou com saudade deles, em questão de segundos. Sinceramente, eu gostaria que ele continuasse ali, mas ultimamente tudo era motivo para virar um grande boato ridículo. E nós sabemos bem que fofocas voam em corredores de hotel.

       Tentando não me sentir muito arrependida, me endireitei na cama me preparando para dormir, mas não tive tanta facilidade. Meus pensamentos ficavam vagando pela viagem que eu faria amanhã e, sempre que eu fechava os olhos, imaginava os países da Europa pelos quais eu passaria. E, como sempre, eu me sentia ansiosa para os shows, mas não ansiava nem um pouco por me afastar de Justin...
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Primeiro capítulo da temporada. Gostaram? E do design novo do blog? :)
     Enfim, não era para eu postar hoje, mas leitoras ficaram implorando e sendo fofinhas, ou, em outras palavras, QUEBRANDO REGRAS (Alguém lembra do que eu falei no PRIMEIRO post do blog? Nada de chantagem emocional para capítulos, porque eu sou fraquinha e acabo cedendo!)
     Então, eu não devo postar amanhã, porque estarei ajeitando as minhas coisas para voltar as aulas (a greve do meu colégio acabou :o). Ou seja, se controlem e esperem até sábado!
     Amo vocês e espero que gostem!

(PS: A imagem do post é da lizzy lizzy lizzy)

Mais uma temporada!

Então, a segunda temporadaada da "You Make Me Love You" acabou. E isso significa? UMA TEMPORADA TOTALMENTE NOVA E... DRAMA! E TAMBÉM COM O DESIGN NOVO DO BLOG (que vocês estão vendo aí. Gostaram?) E COM MAIS JUSTIN!
   Enfim, antes de começar mais uma temporada, eu queria muito agradecer mais uma vez a vocês que me acompanharam durante toda uma temporada inteira. Agradecer por não terem me matado também, depois de todos os capítulos tristes (haha) e a demora para postar. Obrigada, de verdade, lindas! E... Que venha a terceira temporada! \o/
 
Informações Técnicas
   "You Make Me Love You" - 2ª temporada
    Capítulos: 38
    Páginas:  141
    Duração: 2 meses e meio

   Então... Prontas para a próxima? :)

02 setembro 2012

2. You Make Me Love You - Capítulo 38 (Final)



Decisões


Música do capítulo: Believe - Justin

  Belieber’s  POV

    Fiquei sozinha no camarim, esperando o show acabar, durante uma meia hora. Nesse pequeno período de tempo, recebi mensagens da Manu e do Lucas me elogiando ou qualquer coisa assim. Na verdade, a mensagem do último era mais um apelo desesperado, porque ele estava cansado de ouvir o Justin, mas relevei.

    Não estava com a mínima paciência para responder e, mesmo assim, se tentasse, não conseguiria, pois eu ainda estava tremendo. Desse modo, apenas continuei observando a tela do meu celular e me obrigando a acreditar nas palavras deles, quando senti me abraçarem forte por trás, quase me derrubando da cadeira em que estava.

    - Ei, você foi ótima! – berrou Justin, me segurando para que eu levantasse.
    - Diga isso para as minhas pernas, que não pararam de tremer até agora...  – suspirei, me obrigando a sorrir.
    - É normal ficar nervosa, (Seu Nome)! Mas isso não muda o fato de que você foi perfeita...
    - Vou fingir que acredito, porque eu sou legal!
    - Acredite ou não, eu estou falando sério! Você será uma cantora maravilhosa... Se quiser! Falando nisso, Scooter foi falar com seus pais... Os três devem estar indo para a sua casa, agora e, conversando sobre isso. Parece que agora só depende de você...
    - É... – respirei fundo, tentando ignorar toda aquela pressão que eu estava sentindo.
    - Bom, isso não importa agora! – Justin desconversou, rapidamente. – É melhor eu ir trocar de roupa para te levar para casa, não é?
    - É, eu também deveria fazer isso! Mas antes vou ligar para a Manu e perguntar se ela poderia se encontrar com a gente antes de irmos. Algum problema para você?
    - Não, mas não vai dar! Eu mandei uma mensagem perguntando sobre isso e ela disse que estava muito tumultuado lá fora, então o Lucas ia levá-la embora. A propósito, ela falou que se você quiser ir para casa dela depois, não tem problema!
    - Tudo bem. Então, eu vou tirar essa superprodução para podermos ir, ok?
    - Volto em 20 minutos! – Justin me mandou um beijo de longe e saiu, batendo a porta.
   
    Assim que fiquei sozinha, me livrei daquelas roupas o mais rápido possível, guardando-as em seu devido lugar e, vestindo as minhas. Só demorei mesmo para me livrar de toda a maquiagem pesada que estava usando, que parecia não querer sair do meu rosto.
   
    Logo que terminei de me arrumar, certifiquei-me de que tudo estava em seu devido lugar, antes de me por em direção à porta e esbarrar com Justin. Aparentemente, eu tinha acabado no momento em que ele esperava.

    Ia dizer alguma coisa só para iniciar uma conversa mesmo, mas desisti, quando ele permaneceu quieto e apenas sorriu, antes de segurar minha mão, me levando para algum lugar que eu não prestei atenção.

   Rapidamente, saímos da “área segura” e no pequeno caminho até o carro, tivemos que ser escoltados por seguranças, que faziam uma barreira entre nós e alguns poucos fotógrafos, repórteres e – sei lá – fofoqueiros. Mas, felizmente, conseguimos chegar até o nosso transporte, vivos.

    Dessa vez, Justin não colocou o cinto de segurança. Apenas me segurou para que eu sentasse em seu colo, antes de pedir para o motorista ir devagar.

    - Algum motivo especial para você estar tão tensa? – perguntou, quebrando o reconfortante silêncio do carro.

    Sinceramente, não sabia se ele estava brincando ou sendo idiota, como se costume. Afinal, que pergunta era aquela? “Algum motivo especial”? Ah, não, imagina, Justin, eu só estou prestes a tomar – talvez – a decisão mais difícil de toda a minha vida, sabe? Apenas esse tipo de coisa pela qual eu passo todo dia...

   - Não estou tensa! – menti, guardando meu sarcasmo para mim.
   - Você sabe que se você não contar... Na verdade, nada vai acontecer, até porque você vai me contar de qualquer jeito! – afirmou, como se soubesse que tinha razão.
   - Você não pode ser mais chato que isso, não é? – fitei-o por um momento, apenas para que minha indignação ficasse clara. – Se você quer mesmo saber, eu estou nervosa, ok? Isso pode ser fácil para você, mas não é para mim...
   - Então, quer dizer que você ainda não se decidiu? – Justin pareceu confuso, o que me deixou mais tensa ainda.
   - Na verdade, não! É complicado... – suspirei. – Eu gosto de cantar, isso é um fato. Mas... Ainda assim, eu não sei se sirvo para esse tipo de coisa. Afinal, você viu como foi quando tivemos que apenas andar até o carro? Aqueles seguranças ao seu redor, te protegendo de fotógrafos que te seguem em qualquer lugar. Isso é meio assustador...
   - Princesa, tudo o que você for fazer terá o seu lado bom e ruim! É claro que essa invasão de papparazzis é bem chata, às vezes. Você não pode ter a privacidade que deseja sempre, mas... Isso não é nada comparado com o “lado bom”. Pensa bem... Você vai fazer o que você gosta, enquanto inspira pessoas. As faz sorrirem e, algumas vezes, infelizmente, chorarem, mas, ainda assim, tudo o que você recebe em troca é amor. É como ter milhares de melhores amigos, ou, no meu caso, namoradas, te apoiando sempre. É... É inexplicável. Uma coisa que você só vai entender, dependendo do que decidir hoje!
  
    As palavras do Justin soaram tão bonitas que quase senti vontade de chorar sem motivo aparente. Mas me controlei, encostando a cabeça em seu ombro.

    - Só tenho medo de fazer a escolha errada e me arrepender depois... – admiti.
    - Faça o que o seu coração mandar e eu tenho certeza que não se arrependerá!

    Após essa frase, não tive coragem de falar mais nada. Apenas permaneci em silêncio, discutindo comigo mesma por pensamentp, enquanto tentava chegar ao que era certo a fazer, embora eu parecesse bem distante disso.

   Assim, devido a enorme implicância que o universo tem comigo, acabamos chegando à minha casa bem mais rápido do que eu esperava. Apesar disso, tentei aparentar naturalidade, apenas para não deixar Justin nervoso ou receoso da situação em que havia me colocado. Embora, talvez, não tenha obtido tanto sucesso, já que a cada passo que eu deva do carro até a porta, parecia mais que eu estava andando até a guilhotina, onde eu seria executada.

    Hesitei ao tocar a maçaneta e precisei da ajuda de Justin para girá-la e abrir a porta. Não sei o que estava acontecendo comigo, mas algumas pessoas definem isso como estado de choque.

   - Oi, gente! – cumprimentei, fingindo estar tranquila.
   - Oi, filha! O senhor Braun... – minha mãe se interrompeu, percebendo o olhar repreensivo dirigido a ela. – Ou melhor, o Scooter estava falando conosco sobre o show desta noite e, quem sabe talvez, muitos próximos shows?
   - Ótimo! – sorri. – E o que vocês acham?
   - Nós não temos que achar nada! – ela sorriu, me dando um espaço maior do que eu esperava. – É a sua escolha. E se isso te fizer feliz, estaremos felizes!
   - Exato! A propósito, se for isso que você quer, eu até já conversei com esse senhor e ele garantiu que não deixará você muito próxima desse Jiôsten aí! – se intrometeu meu pai, bobo.

   Embora a brincadeira séria feita pelo último, hesitei. Sinceramente, preferia que em situações como essa alguém decidisse por mim. Afinal, tudo em minha vida seria mais fácil se fosse exatamente igual quando eu tinha quatro anos e não precisava tomar decisões, nem escolher nada, além do sabor de sorvete que queria.  
   - Pelo que sei, Justin já te explicou tudo o que é necessário, não é? – falou Scooter, interrompendo meus pensamentos desesperados. – Se você disser sim à minha proposta, nós voaremos amanhã de manhã para o próximo estado da turnê, onde você participará do show novamente. E, então, quando sairmos do Brasil, você será o foco e faremos isso acontecer. Mas se você disse não, não mudará nada! Você ainda poderá vir para os shows conosco, se quiser... E, que saber? Não sei por que estou falando, afinal, é a sua escolha, não é?
     - É! Tudo o que você falou parece ótimo e eu...

     Travei.

      Minha voz não conseguia sair, enquanto eu pensava sobre tudo que Justin havia me falado. As coisas boas e ruins e eu realmente não fazia ideia se valia à pena. Não sabia se seria realmente bom jogar tudo para o alto e ir atrás de um sonho, talvez, inalcançável. Afinal, pelo menos, se eu dissesse não, minha vida continuaria a mesma, do jeito que sempre foi. Mas, de certa forma, eu já estava cansada de me conformar com isso...

    Minha cabeça parecia que ia explodir. Eu me sentia exatamente como quando Justin me pediu em namoro pela primeira vez. As coisas ruins pareciam ter um peso ainda maior ao lado das coisas boas e, bom, eu nunca fiquei muito confortável em “correr riscos”. O que é certo sempre me agradou muito, pela reconfortante estabilidade.

    Então, é isso!

   Respirei fundo e tomei minha decisão.
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FIM DA 2ª TEMPORADA!
Então, amores, quem quer me matar? Ok, não respondam tão rápido! Hahaha, enfim, eu amo deixar vocês assim... Sei lá, dá uma sensação de poder na minha mão (OLHEM, POOOOOOODER! KKK Só que não '-')
Enfim, eu espero que tenham gostado, amoures! Eu sei que a segunda temporada foi curtinha, mas a terceira será maior! Eu devo, infelizmente, fazer como fiz quando a primeira terminou, darei um tempo de uma semana aqui no blog, para ajeitar tudo para a terceira =D (Mudar um pouco o design. SUGESTÕES SÃO ACEITAS! OUVIRAM? kkkk).
Então, é só isso, amores! (:
Obrigada por acompanharem mais uma temporada da IB e... Fiquem calmas, porque a terceira temporada virá muito mais dramática, safada(não entendam dessa maneira, ok? kk) e polêmica. Adios!

(A imagem do post é da Zuzanna)